5. Gloria: Paulina Garcia é Gloria, uma mulher já não tão jovem que busca se entender com suas necessidades de afeto, de sexo, de vida, com suas inerentes decepções. Um filme interessante, que se mantém assim pelo trabalho ótimo dessa atriz, embora nem sempre a graça das situações tenha toda a graça que se espera (pintar a casa do amante com paintball, por exemplo, podia ter sido mais).
6. Frozen: não vejo desenhos quase nunca, mas aqui parei com essas restrições, por falta de opções, e acabei ganhando mais esse gênero: vi e gostei muito do filme, e tenho tido sorte porque as mulheres têm sido privilegiadas nos desenhos a que assiti, e de que gostei (Valente achei lindinho também, sem contar Rio).
7. Pelos olhos de Maisie: um filme com muita ternura em torno das manifestações de afeto e de abandono por que passa essa menina, em quem nós todos nos vemos, com mais ou menos intensidade, já que, penso, há em todos nós um ser mais ou menos carente de afeto, cuja base vem desse lugar e desse tempo onde se encontra Maisie. Na verdade, as ações não acontecem pelos olhos dela, ou seja, por seu ponto de vista, mas em torno dela, sendo ela o centro dos acontecimentos, do vaivém do pai, da mãe, dos cuidadores - aqueles dois seres amorosos que ela teve a sorte de poder escolher como seus responsáveis e, por isso, tem grandes chances de ser feliz agora, e vir a sê-lo também na vida adulta.
8. Quando eu era vivo: um filme estranhíssimo, de um terror leve mas incômodo. Não sei bem o que pensar dele, não sei se é um filme de que se gosta ou sobre o qual se reconhece determinadas qualidades formais. Como não sou expert no último quesito, só posso dizer que não gostei, mas também não detestei, não saí da sala, vi até o fim aquela bizarrice. Penso que, afinal, trata-se de um filme sobre filiação, sobre como um filho recupera o amor do pai, embora o caminho até lá seja penoso, ou mais que isso - tenebroso. Aliás, fato raro (porque gosto de ir ao cinema sozinha), vi esse filme na companhia de um bom amigo.
9.Trapaça: um filme divertido, bem feito, com uma dinâmica meio frenética em torno dos trambiques e das situações tensas vividas por uma penca de ótimos atores, com destaque para o quarteto impagável formado por Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e, de lambuja, os ótimos Jeremy Renner e ainda De Niro. Além disso, tem uns figurinos e umas caracterizações de personagens que em si já fazem a diversão.
10. Alabama Monroe: achei um deslumbre, um dos melhores filmes do conjunto que vi ultimamente, porque gosto quase sempre da tematização da morte (até hoje, Amor era meu filme preferido sobre o assunto), mas nunca havia visto uma discussão sobre a morte feita de modo ao mesmo tempo tão intensa, tão íntima e tão feliz - o feliz vai por conta da trilha sonora, e advém do trabalho dos dois protagonistas, que são cantores de música country americana. Na verdade, ele é vidrado nesse estilo de canção, o que acaba contagiando sua companheira. O filme tem nos cortes sua grande força, o que nos faz ir e vir continuamente ao passado e ao presente das situações vividas pelos personagens, de modo que as canções e as alegrias se mesclam aos momentos de perda, doença, dor, luto e morte sem grandes hiatos. Um filme que eu vi meio chorando, mas ao mesmo tempo num estado de espírito que se pode chamar de saltitante, com alguma liberdade, por causa das canções. E que achei muito bom.
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