segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Saída de ônibus


Hoje tive a companhia de Antonio num passeio de ônibus para o Leblon. A idéia era fotografar a paisagem pelo caminho, mas nesse quesito foi meio frustrante, meu olho não se agradou de quase nada, só essas garcinhas numa parada rápida do bus pela Lagoa, e dentro do shopping essas lindas sombrinhas decorando um restaurante. Mas valeu a companhia e o almoço ótimo.










































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domingo, 28 de dezembro de 2008

presépio





Fui intimada a fotografar o presépio da igreja na benjamin constant, e cá estão algumas...







































 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Sete vidas


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Sete vidas é um filme estranhíssimo. Para começar, a gente não entende rigorosamente nada ao longo dos dois terços iniciais. Fica o Will Smith fazendo uma cara bem trágica, portanto sabemos que aquilo não é comédia e o protagonista sofreu ou sofrerá ou sofre alguma grande dor, mas como tudo está embaralhado (já disse uma vez por aqui, a propósito de um trabalho fantástico que tinha visto, que 'montagem é tudo' num filme; aqui também, mas pela razão oposta) você fica o tempo todo fazendo força para não parecer que sua inteligência diminuiu, tem vontade de perguntar ao vizinho ao lado se ele está entendendo alguma coisa, mas aguarda que um dia aquilo faça sentido, sobretudo porque parece que os diretores resolveram dizer: agora vamos embaralhar todos os acontecimentos e fazer um filme profundo.


Bom, não é exatamente isso que vemos, mas nossa espera pelo sentido é
recompensada no terço final, só que esse final é muito aquém do que se anunciava, o que nos leva a pensar: tanta confusão para isso apenas? O sujeito era apenas um ***? Alguém que foi responsável pela morte da mulher num acidente de carro, não suporta a culpa e então resolve *** e todo o filme é para chegar a esse momento?

É pouco, muito pouco, além de um tanto piegas. E ainda, é muita enrolação para pouco desdobramento.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

BOAS ENERGIAS




Peguei essa imagem linda do Wilben Bohac para desejar um Feliz Natal para todos e um 2009 com saúde, alegria, prosperidade e mais todas as coisas boas que merecemos!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fatal



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Fatal é um filme belíssimo, sutil, verdadeiro, que trata de modo não simplório questões complexas envolvendo o desejo, a sexualidade e o envelhecimento de um homem, de forma tocante. O dueto entre Penelope Cruz e Ben Kingsley tem química e os dois fazem um trabalho de artesãos – ela, lindíssima e expressiva; ele deve ter feito muita musculação para viver o personagem, está em ótima forma para seus 63 anos, e nem de longe lembra o Gandhi de 1982.

O que o filme tem de exemplar é a forma nada banal como trata a paixão desse professor que está envelhecendo, suas inseguranças, seus temores e perplexidades face ao desejo por uma mulher mais jovem e linda, sua aluna nas aulas de literatura. Há nuanças, há uma fotografia belíssima, há closes de ambos muito fortes (e não apenas porque os seios de Penélope são bonitos), há o acompanhar questões e impasses muito próximos de nós, e há esse olhar – que alívio – sobre um mundo que não é (apenas) o dos 'estonteantes para sempre jovens'.

Sem muitas concessões, o filme sustenta-se até quase seu final, colocando as questões sempre de modo a não simplificar o que não é simples: devia ele ter ido à festa da namorada? Devia ter conhecido a família dela? Devia aceitar o amor mais jovem, com todos os seus impasses? Devia vivê-lo como um presente da vida em seu terço final? Devia ter feito isso, aquilo outro? Como na vida, qualquer possibilidade teria sido factível, embora para cada um de nós as escolhas sejam sempre aquelas possíveis naquele momento – foi aquela porque não poderia ter sido outra.

Agora, os acontecimentos finais são difíceis de analisar, eu me senti um pouco manipulada (embora tenha chorado como quase todas as mulheres). Não sei se precisava do drama, e achei, sobretudo, que o diretor encontrou uma maneira de tornar possível a aproximação entre os personagens, diminuindo a distância etária através de um ‘golpe do destino’: se o que impedia, em termos, a relação, era o medo que ele tinha da juventude dela (um dia seria abandonado por outro jovem etc, etc), a solução final aproximou-os, sim, mas não sem pagar o preço a uma certa pieguice, e ao dramalhão. Posso estar exagerando, mas...


De todo modo, ótimo filme, ótima fotografia, ótimas atuações. Sem dúvida, merece muito mais do que a mísera estrela que o jornal que leio lhe dá.

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domingo, 21 de dezembro de 2008

Fazendo as malas


O que li da Danuza, foi com prazer, sobretudo seu penúltimo, Quase tudo, uma autobiografia muito bem escrita, que eu li como ficção, com momentos de drama e outros de joie de vivre que expressam uma personalidade e uma vida cheias de acontecimentos interessantes, com um pouco da história da cidade do Rio.

O mesmo não posso dizer desse último, Fazendo as malas. O lado moça fútil e socialite, que há em Danuza, exacerbou-se aqui, o tom é meio "se não conhecer tal lugar não veio a Paris" (ou Roma, ou Lisboa ou Sevilha, as quatro cidades por onde passa), e há umas birras, umas bobagens, enfim, li até o fim bastante impaciente para que terminasse, e sem vontade alguma de ir aos lugares que ela menciona, nem o hotel Welcome, onde ela sempre se hospeda em Paris, que no outro livro me pareceu um castelo romântico (exagerando um pouco, claro), aqui ficou pequenino, sem graça. Com a quantidade de ótimos sites e blogues de viagem que existem hoje, mais úteis para 'pessoas normais' que queiram ir a Paris será ler o conexaoparis, por exemplo, cujas escolhas estão mais de acordo com as posses medianas da maioria. Danuza nem escreveu para a patota dela, nem para os mortais comuns. Escreveu para ela mesma, e de mau humor. Pena.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Carlito Azevedo

Nossa, bom demais o texto do Carlito Azevedo publicado hoje (20/12) no Idéias, do JB. Não resisto e replico aqui:

"RIO - O 'Idéias' publica, em primeira mão, à guisa de presente aos leitores, um poema em prosa de Carlito Azevedo, que integra o livro 'Sob o duplo incêndio', selecionado pelo projeto de patrocínios da Petrobras e com lançamento previsto para ano que vem. "

As metamorfoses

Como um filme que necessita de 24 quadros por segundo para que a imagem apresentada se mantenha íntegra na tela e à nossa vista, talvez o ser humano seja uma aceleradíssima repetição de si mesmo que se sustenta em seu espetáculo e visibilidade numa proporção de 100 quadros por bilionésimo de segundo. De modo que, por exemplo, aquele jovem que está entrando pelas portas da discoteca com um colete de explosivos sob a t-shirt azul continue pacificamente a ser aquele jovem que está entrando pelas portas da discoteca com um colete de explosivos sob a t-shirt azul, e aquela pálida garçonete atrás do balcão de um café do aeroporto aguardando apreensiva a aproximação da mãe de seu namorado que se atrapalha toda com a bolsa de onde retira uma pistola 9 milímetros continue a ser nada mais do que aquela pálida garçonete atrás do balcão de um café do aeroporto aguardando apreensiva a aproximação da mãe de seu namorado que se atrapalha toda com a bolsa de onde retira uma pistola 9 milímetros, tudo de forma íntegra e ininterrupta. Ou quase. Pois assim como a diferença ou sabotagem em um único fotograma entre os 24 que deslizam divertidos ou solenes por toda a extensão de seu mísero segundo cinematográfico não chegaria a alterar a imagem que vemos na tela, dada a precariedade do poder de percepção de diferenças de nosso humano olhar, a possível metamorfose daquele jovem de t-shirt azul explodindo dentro da discoteca, ou da pálida garçonete atrás do balcão com o peito estourado por uma bala 9 milímetros, e mesmo considerando-se a possibilidade de uma metamorfose extremamente esdrúxula como em boi, tapir ou bebê Radinbranath Tagore, desde que limitada a um único quadro entre os 100 daquele bilionésimo de segundo, não seria captada por nosso precário sistema retiniano, e só lograríamos perceber de fato a fenomenal e invejável continuidade da t-shirt azul do jovem entre os destroços de discoteca e gente recolhidos pela polícia e transportados para a calçada cheia de vento e do piercing sobre o lábio da pálida garçonete caída por trás do balcão sobre uma poçazinha de sangue. Num concerto em homenagem a Witold Lutoslawski, contudo, o anjo boxeador logrou perceber diversas metamorfoses da pianista Martha Argherich em cervo negro, dia de inverno, borra de vinho, chuva de ouro e outros prodígios incontáveis, metamorfoses essas que, entretanto, não chegaram a durar nem um bilionésimo de nano-segundo, o que permitiu que para os outros espectadores aquela bela criatura de longos cabelos ao piano continuasse a ser durante todo o transcorrer do concorrido espetáculo a renomada pianista argentina Martha Argherich.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

conversa de maluco



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Meu interesse por coisas ou roupas é pequeno, não há quase nada que eu queira, salvo uma ou outra câmera fotográfica carésima, que eu cobiço mas não compro até me tornar alguém que domine o métier com mínima competência.

Por outro lado, livros são um vício, não há como negar. A uma lista já quase impossível de dar conta, acrescentei agora: Entre nós (Philip Roth, coletânea de entrevistas com um monte de bambas); Leila Diniz (Joaquim Ferreira dos Santos); Fazendo as malas (Danuza Leão, influência da Isabel, que lê muuuito); Contemporâneos (Beatriz Resende) e, last but not least, Poemas dramáticos, do Fernando Pessoa, que eu já tenho mas está lá em cima numa altíssima prateleira (e a obra completa também, que doideira...), e esse é por causa de 'Antinous', um longo poema de amor (verso inicial: The rain outside was cold in Hadrian's soul) que eu teimo em querer entender todo, de tempos em tempos, e meu inglês, ao invés de melhorar, vai piorando, então eu o compreendo menos mas não me conformo e fico lutando, lutando... enfim, alguém muito bom tinha de traduzir esse poema para mim, não sei por que ninguém o fez ainda (eu, pelo menos, não conheço tradução).

Outros bons momentos dele:


O hands that once had clasped Hadrian's warm hands
Whose cold now found them cold!
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O fingers skilled in things not to be told!
O tongue which, counter-tongued, made the blood bold!
.....

Antinous is dead, is dead for ever,
Is dead for ever and all loves lament.
.....

Now are thy nights widowed of love and kisses
Now are thy days robbed of the night's awaiting;
Now have thy lips no purpose for the blisses,
Left but to speak the name that Death is mating
With solitude and sorrow and affright.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Antigos e soltos


Acabei de passar em revista quase todo o enorme e belíssimo volume Antigos e soltos - poemas e prosas da pasta rosa, uma edição de textos não publicados e rascunhos em fac-símiles de Ana Cristina Cesar, organizada por Viviana Bosi e editada luxuosamente pelo Instituto Moreira Salles.

O livro serve basicamente como fonte de pesquisas sobre a obra de Ana Cristina (será muito útil à crítica genética), tem valor muito mais afetivo do que literário, pois apresenta muitos textos ainda não resolvidos, muito ensaio e erro; não me parece um livro para se 'ler', mas para se ter e pesquisar, mesmo que não haja uma linha sequer de crítica, de que se ressente a obra. Teria sido necessário que a organizadora apresentasse ao menos um estudo consistente sobre o material coletado. Solto assim, fica muita coisa à espera de aproveitamento.

De todo modo, o produto final, o livro em si, é muito bonito, mas não sei se tanto dinheiro valeu o escrito. Em termos de consistência e relevância para a fortuna crítica de Ana C, o livro de Flora Sussekind (Até segunda ordem não me risque nada. Os cadernos, rascunhos e a poesia-em-vozes de Ana Cristina Cesar, 1995) ainda é mais importante.

sábado, 13 de dezembro de 2008

o punctum



A câmara clara é um réquiem de Barthes para sua mãe, recém falecida então. O livro é escrito para falar da saudade, da dor, da perda, do luto da mãe, dessa ausência que a fotografia recupera por brevíssimos instantes, no relance de alguma foto perdida no passado. Numa foto em particular, a Foto do Jardim de Inverno, ele descobre uma criança (a criança que sua mãe fora).

A respeito dela, Barthes observa: “Nessa imagem de menina, eu via a bondade que de imediato e para sempre havia formado seu ser, sem que ela a recebesse de ninguém; como essa bondade pôde provir de pais imperfeitos, que a amaram mal, em suma: de uma família?”.

Essa foto será exemplar com relação ao conceito de punctum com que ele trabalha (“o punctum de uma foto é esse acaso que, nela, me punge (mas também me mortifica, me fere”).

Na verdade, será também para falar desse punctum que o livro se escreve – trata-se daquilo que atua subjetivamente na percepção do Spectator, um detalhe, alguma coisa parcial que diz a alguém algo não previsto.
Das várias fotos que Barthes traz para nos fazer ver com ele o que o punge lá, ou cá, surpreende o que ele vê e eu não; o detalhe que o fere nem sempre coincide com minha escolha, e por isso será sempre subjetivo, pessoal.

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Acho que leio hoje esse livro de modo diferente do que o fiz há alguns anos. O interesse pela fotografia agora torna-o imprescindível. Gosto de tudo nele – das fotos, da maneira como compreende a fotografia, da forma como expõe absurdamente seus sentimentos, seu luto, sua dor.


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Ao longo das 39 horas de meu curso, fiz mais de uma centena de fotos, algumas de que gosto, outras nem tanto, e muitos equívocos, com os quais também aprendi. No entanto, não há uma foto, sequer umazinha, para a qual eu possa olhar e dizer: isso me fere, há aqui um punctum a me mover de mim mesma. E penso: só é possível haver esse encontro com fotos muito antigas? Em preto e branco? (É preciso observar que fotos ‘jornalísticas’ e/ou socialmente comprometidas não respondem ao conceito expresso por Barthes, não é disso que se trata).

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De todo modo, há uma foto minha antiga em que vejo profundamente o que o autor me diz. Trata-se de uma foto de infância, e o ponto-que-toca está nos sapatos que eu criança estou usando. A história, para mim, desse par de sapatos é impossível de ser comunicada a outrem, a não ser como isso mesmo que o nome diz: história. Mas posso ficar horas olhando para aquele branco, na esperança de ter de novo a magia do cheiro dos sapatos jamais vistos antes.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Última saída




Algumas fotos da nossa última saída, ao Jardim Botânico.
Voltarei em breve à escrita, espero.
































































 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Barthes, luto, fotografia



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Seria muito complicado explicar o que sinto agora que vejo a foto dele aqui a meu lado, sorrindo e me abraçando, tendo ao mesmo tempo a certeza de sua presença em minha vida (e em meu afeto) e a notícia (vaga?) de sua partida. Ao fim e ao cabo eu mesma me tornei, junto com ele, meio espectral, e já houve um dia na rua em que tudo e todos faziam parte de uma outra dimensão, e eu via com toda a absurda clareza a palha de que somos feitos. E eu era a mais fina delas.


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De todo modo, releio Barthes e a câmara clara para sua amada mãe (morta).


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O que a Fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca poderá repetir-se existencialmente. [p.13]

A cada vez que lia algo sobre a Fotografia, eu pensava em tal foto amada, e isso me deixava furioso. Pois eu só via o referente, o objeto desejado, o corpo prezado. [p.17]


E aquele ou aquela que é fotografado, é o alvo, o referente, espécie de pequeno simulacro, de eídolon emitido pelo objeto, que de bom grado eu chamaria de Spectrum da Fotografia, porque essa palavra mantém, através de sua raiz, uma relação com o "espetáculo" e a ele acrescenta essa coisa um pouco terrível que há em toda fotografia: o retorno do morto. [p.20]


A Foto-retrato é um campo cerrado de forças. Quatro imaginários aí se cruzam, aí se afrontam, aí se deformam. Diante da objetiva, sou ao mesmo tempo: aquele que eu me julgo, aquele que eu gostaria que me julgassem, aquele que o fotógrafo me julga e aquele de que ele se serve para exibir sua arte. [p. 27]


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Roland Barthes. A câmara clara. Tradução Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

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sábado, 6 de dezembro de 2008

por um triz


Eu estava no alto da pedra, ele vinha correndo e eu pensando: vai devagar, não corre, não sai do foco e... foi por pouco.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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o simples




Quando essa foto me apareceu, disse que era não apenas meu ideal de fotografia, mas de vida. Uma moça achou graça, mas é isso que quero me tornar.













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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vendo com lentes


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O dia ontem (quinta-feira) estava um escândalo de bonito, e saímos pela segunda vez para fotografar no Forte e Arpoador.

Sempre revelamos 30 fotos no dia seguinte e o grupo todo escolhe dez que seriam as mais interessantes. Não sei como dizer isso sem ficar ruborizada, mas o professor disse que não dava para escolher minhas dez melhores porque ficaram todas muito boas. Eu bem que precisava dessa força, porque já achava que minha 'carreira' de fotógrafa não tinha futuro, agora me animei...:).

Aqui algumas delas.







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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

nos intervalos


Fui à Primavera do Livro, mas esse ano achei tudo meio confuso, muita gente no estande da Cosac, eu meio sem paciência, acabei saindo cedo e só comprei três livros infantis para os sobrinhos (a fila deles já começa a se
formar).

Também passei pela Feira de Artesanato da Marina da Glória, achei interessante, muita coisa boa, bonita e não muito cara. Aproveitei e tirei algumas fotos dos barcos de lá também, e o Pink Fleet está aqui porque tenho vontade de fazer um passeio nele, e vou qualquer dia.


Com esse curso de fotografia, tenho saído todo santo dia, o que já é coisa à beça para meu temperamento de eremita. Mas o mais difícil é mesmo a relação com as pessoas, por menos que seja, tem de haver um mínimo contato, um exercício nem sempre muito fácil;

Um pouco da minha lista de espera:

A trilogia de Nova Iorque, Paul Auster; Fantasma sai de cena, Philip Roth; Diário de um ano ruim, Coetzee; Onze anos de correspondência: os machados de Assis, Maria Cristina Ribas; Três contos traduzidos por Fernando Pessoa, O. Henry; Garbo, Barry Paris; A vida das musas, Francine Prose; O sussurro da mulher baleia, Alonso Cueto; Os desafios da terapia (reflexões para pacientes e terapeutas), Irvin D. Yalon; A cidade do sol, Khaled Hossein; As intermitências da morte, José Saramago; Eles eram muitos cavalos, Luiz Ruffato; Histórias fantásticas, Bioy Casares; A caixa preta, Amós Oz; Os cadernos de Malte Laurids Bridge, Rilke; O criado-mudo, Edgard Telles Ribeiro; Sábado, Ian McEwan; Mês de cães danados, Moacyr Scliar; Duras: uma vida por escrito, Frédérique Lebelley; Moby Dick, Melville; A louca da casa, Rosa Montero; Coroas, Mirian Goldenberg e por aí vai... sugestões para a ordem de leitura?

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Agora tenho um flicr para as fotos: http://www.flickr.com/photos/claralopez