Outra beleza, singeleza - necessária.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Tom Jobim forever
A música segundo Tom Jobim é EXTRAORDINÁRIO. E cada letra dessa palavra pode ser lida como um verso, uma nota, uma canção, um barulho, um marulho, um aceno. Além disso, há História de ponta a ponta, minha história, pelo menos, aquela em que eu estive presente, em alguns momentos, por contiguidade temporal, se isso existe. E há as magníficas cantoras, músicos, cantores - o filme abre com uma Gal deslumbrante, a Gal de quem fui fanzoca assumida (eu e toda a minha geração), nossas melhores vozes interpretando Jobim, e também Sinatra, algumas grandes divas do jazz, pelo menos um pianista magistral (Oscar Peterson, acho), enfim um filme lindíssimo, emocionante, sobretudo para quem reconhece as vozes, os rostos, os traços do tempo, e os ama.
Esse filme me deu, pela primeira vez de modo claro e intenso, a percepção da importância de se deixar um legado, qualquer legado, para o tempo que virá depois que desaparecermos. Entendi por inteiro a força da arte, por que ela é necessária a cada um de nós. E vi de modo novo que se a arte tem essa função - fundar um sentido de pertencimento em quem fica - cada pessoa importa, cada vida importa, por mais simples que ela tenha sido. E todos aqueles que já morreram e que aparecem no filme (a maioria) estão mais vivos e mais presentes hoje em minha vida do que jamais.
Desse filme, nasceu a vontade e a necessidade de usar o tempo que me resta em alguma coisa que possa pertencer a todos, ou pelo menos, a todos que me viram nesse mundo e souberam que eu existi. Não sei o que seria isso, mas vou tentar encontrar.
Nelson Pereira dos Santos, Dora Jobim e Tom: toda beleza que há.
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Esse filme me deu, pela primeira vez de modo claro e intenso, a percepção da importância de se deixar um legado, qualquer legado, para o tempo que virá depois que desaparecermos. Entendi por inteiro a força da arte, por que ela é necessária a cada um de nós. E vi de modo novo que se a arte tem essa função - fundar um sentido de pertencimento em quem fica - cada pessoa importa, cada vida importa, por mais simples que ela tenha sido. E todos aqueles que já morreram e que aparecem no filme (a maioria) estão mais vivos e mais presentes hoje em minha vida do que jamais.
Desse filme, nasceu a vontade e a necessidade de usar o tempo que me resta em alguma coisa que possa pertencer a todos, ou pelo menos, a todos que me viram nesse mundo e souberam que eu existi. Não sei o que seria isso, mas vou tentar encontrar.
Nelson Pereira dos Santos, Dora Jobim e Tom: toda beleza que há.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
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Preguiça enorme de existir, de ler as mesmas coisas e de escrever bobagens. Vou dar um tempo.
Mas não deixem de ver Triângulo amoroso, se tivesse forças escreveria sobre como ele é ótimo.
Mas não deixem de ver Triângulo amoroso, se tivesse forças escreveria sobre como ele é ótimo.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Vários: Margin call - o dia antes do fim; O último dançarino de Mao; Românticos anônimos; Tudo pelo poder; As canções; Missão impossível - protocolo fantasma; Noite de ano novo; Roubo nas alturas
Margin Call - o dia antes do fim: dá pra entender o economês, mas não muito bem a dinâmica que levou o mundo ao colapso, ou seja, a coisa toda já vinha acontecendo há anos, sem que alguém tivesse o bom senso de intervir, as coisas sendo levadas com um cinismo cujas consequências estão ainda a nossa volta. Entendi também como é que os figurões conseguiram sair do maior calote já dado nas finanças do mundo ainda com muitos milhões nos bolsos.
O último dançarino de Mao: Bom filme, grande dançarino, e como a história se passa na época de Mao, claro, fica aquela coisa de que a América é o paraíso na terra. De todo modo, ótima atuação de Bruce Greenwood, que faz um gay contido, coordenador do corpo de ballet da cidade, e do bailarino mesmo, Chi Cao, que não sei se é ator mas dança muito.
Românticos anônimos: fofíssimo filme, a cara da cultura francesa, com seu amor ao chocolate, e super delicado no tratamento do amor entre tímidos. Humor, delicadeza, singeleza - tudo perfeito.
Tudo pelo poder: Muito bom, tanto George Clooney, quanto Ryan Gosling e Philip Seymour Hoffman dão show num trabalho de elucidações sobre como funcionam as engrenagens que levam um polítco ao poder, ou qualquer poderoso a sua cadeira, acho. Pode não haver sexo com estagiária sempre, mas há sempre conchavos, acordos, venalidades - lá, cá, em qualquer lugar.
As canções: gostei muito, é um documentário bem simples, marca do Coutinho - uma cadeira, um anônimo falando de seus momentos marcantes ao som de uma canção. Como soi acontecer, há melodrama, há drama, simpatias, graças, há de tudo quando se coloca a alma de uma pessoa à vista de todos. Gostei especialmente do rapaz que canta a canção que fez para o pai, muito bonito e tocante.
Missão impossível - protocolo fantasma: um sujeito de um jornal carioca estava mal humorado no dia em que foi escalado pelo patrão para ver o filme e colocou lá no espaço de crítica, que ele assina e ganha dinheiro para isso, um bonequinho dormindo. Não dá pra levar a sério esse cara. O filme é muito bom, muito bem produzido, mais contido, é verdade, do que os outros, mas com todos aqueles ingredientes que fazem essa franquia render bem até agora. O Tom está mais maduro, mais bonito, e acho que está ficando melhor ator nesse tipo de trabalho, que exige mais fôlego do que propriamente atuação. Enfim, gostei muito, dentro do gênero.
Noite de ano novo: diversão sem maiores complexidades, com uma penca de gente famosa para agradar todo mundo, típico filme de final de ano, mas distrai bem.
Roubo nas alturas: divertidíssimo, sobretudo quando Eddie Murphy entra em cena, em ótima forma, o que me deixou muito feliz, porque era uma pena ver um ator com a história no cinema que ele tem pagar tantos micos como ele já pagou em comédias patéticas. Enfim, o filme tem muitos momentos engraçados, a história é ótima, prima em segundo grau do enredo de Margin call, mas aqui todos saem redimidos, enfim.
O último dançarino de Mao: Bom filme, grande dançarino, e como a história se passa na época de Mao, claro, fica aquela coisa de que a América é o paraíso na terra. De todo modo, ótima atuação de Bruce Greenwood, que faz um gay contido, coordenador do corpo de ballet da cidade, e do bailarino mesmo, Chi Cao, que não sei se é ator mas dança muito.
Românticos anônimos: fofíssimo filme, a cara da cultura francesa, com seu amor ao chocolate, e super delicado no tratamento do amor entre tímidos. Humor, delicadeza, singeleza - tudo perfeito.
Tudo pelo poder: Muito bom, tanto George Clooney, quanto Ryan Gosling e Philip Seymour Hoffman dão show num trabalho de elucidações sobre como funcionam as engrenagens que levam um polítco ao poder, ou qualquer poderoso a sua cadeira, acho. Pode não haver sexo com estagiária sempre, mas há sempre conchavos, acordos, venalidades - lá, cá, em qualquer lugar.
As canções: gostei muito, é um documentário bem simples, marca do Coutinho - uma cadeira, um anônimo falando de seus momentos marcantes ao som de uma canção. Como soi acontecer, há melodrama, há drama, simpatias, graças, há de tudo quando se coloca a alma de uma pessoa à vista de todos. Gostei especialmente do rapaz que canta a canção que fez para o pai, muito bonito e tocante.
Missão impossível - protocolo fantasma: um sujeito de um jornal carioca estava mal humorado no dia em que foi escalado pelo patrão para ver o filme e colocou lá no espaço de crítica, que ele assina e ganha dinheiro para isso, um bonequinho dormindo. Não dá pra levar a sério esse cara. O filme é muito bom, muito bem produzido, mais contido, é verdade, do que os outros, mas com todos aqueles ingredientes que fazem essa franquia render bem até agora. O Tom está mais maduro, mais bonito, e acho que está ficando melhor ator nesse tipo de trabalho, que exige mais fôlego do que propriamente atuação. Enfim, gostei muito, dentro do gênero.
Noite de ano novo: diversão sem maiores complexidades, com uma penca de gente famosa para agradar todo mundo, típico filme de final de ano, mas distrai bem.
Roubo nas alturas: divertidíssimo, sobretudo quando Eddie Murphy entra em cena, em ótima forma, o que me deixou muito feliz, porque era uma pena ver um ator com a história no cinema que ele tem pagar tantos micos como ele já pagou em comédias patéticas. Enfim, o filme tem muitos momentos engraçados, a história é ótima, prima em segundo grau do enredo de Margin call, mas aqui todos saem redimidos, enfim.
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