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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ainda as redes

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Ainda as redes sociais, sobre as quais converso nos comentários aí embaixo com osvjor, outro dia estava pensando em suas possíveis vantagens, e me dei conta de que elas podem ser úteis, dentre outras funções, para acalmar quem vive uma experiência de exílio. Lembro de que quando vivi sozinha sete longos meses em Providence, fazendo pós doutorado, usava o MSN sofregamente. Era ali que estabelecia contatos (será que fulano está aqui? Será que quer falar comigo?) que me tiravam daquela solidão absurda, daquela terra estranha que não me acolhia de jeito nenhum e com cujas pessoas eu tinha enorme dificuldade em interagir. O MSN era o lugar onde ‘meus pares’ estavam, onde eu reclamava de tudo, conversava, fazia amigos que, enfim, falavam a minha língua.

Então, quando vejo hoje essa miscelânea de gente desconhecida de quem não tenho muita vontade de me aproximar e que, em tese, seriam ‘meus amigos’, com aquele dedo polegar para o alto indicando que alguém curtiu qualquer coisa dita ou mostrada, acho engraçado e nesse momento me dou conta de que não tenho muito a ver com aquele universo, pelo menos nesse momento. Não quero o salão grande, quero o petit comitê do blog, quero falar com os poucos que me escolhem, conversar se possível, mesmo que passem por aqui de raspão.

De todo modo, é bom que existam essas possibilidades de contatos variados, ágeis e em larga escala para cada momento de nossas vidas. Se eu estivesse sob qualquer forma de exílio voluntário hoje, estaria muito à vontade no grande salão do facebook, ou nas ruas multitudinárias do twitter, interagindo e buscando seduzir com minha melhor frase para encantar – e para espantar solidão.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

redes sem sentido

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Quando vi A rede social fiquei tão perturbada com aquele mundo que a primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi sair do facebook. Na verdade, eu nunca estive lá realmente. Tinha uma conta com meu nome real, nem lembro mais, e ia de vez em quando, via alguns conhecidos por lá, reais e virtuais, mas nunca cheguei a entender qual era o objetivo daquelas frases soltas emitidas aqui e ali por alguém, nunca fez sentido para mim aquele mundo cheio de coisa nenhuma.

Mas fico achando que estou fora do mundo e fiz outra tentativa, agora como clara lopez, mas não fui nem uma vez lá ainda, não tenho paciência pra esse mundo das redes sociais, eu não sou sociável, estrutural e intrinsecamente não sou sociável, e agora decidi: vou deletar a clara lopez também.

E twitter, nem sei por onde começar, talvez não queira tampouco, mas talvez ficar tão ausente assim das comunidades não seja possível no futuro, não sei. Por enquanto, falo com os fantasmas desse blog, e está de bom tamanho. 
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