Uma mega produção, cheia de astros de primeira grandeza, que atuam com maestria e alguns com a cumplicidade que se espera dos grandes amigos, como se dá com Matt Damon e o diretor, ator, correteirista e produtor George Clooney (o homem joga em todas as posições, e acho que o faz bem), com um tema simpático e ainda não visto sobre a destruição e a rapinagem feita pelos alemães nos anos de guerra, quando obras de valor inestimável foram roubadas, queimadas, outras milhares simplesmente escondidas em grandes espaços, como minas abandonadas.
O filme mostra as façanhas de um grupo de não soldados, mas amantes da arte e especialistas, que resolve tomar a si a tarefa de salvar alguns espécimes do grande patrimônio da arte universal. Não é um filme de ação eletrizante, nem mais uma história de guerra, nem mesmo uma comédia, embora flerte com esse gênero - mas o grupo acaba formando uma espécie de exército brancaleone, em que os mocinhos estão todos imbuídos dos melhores sentimentos e das melhores intenções quando à salvaguarda dos bens culturais, de modo que o espectador fica agradecido pelo empenho e torce pela realização das tarefas - o que ocorre, em meio a baixas de homens e de obras.
O filme, afinal, se vê com prazer pela causa que defende, e pela presença desse time imbatível, com destaque para o pequeno mas decisivo e excelente papel de Cate Blanchett. Sua presença é um alento sempre, e promove a mesma alegria que o personagem de Clooney experimenta (e nós também, claro) ao encontrar a Virgem com o Menino, de Michelangelo, única de suas esculturas fora da Itália - mais precisamente em Bruges, na Bélgica.

Nenhum comentário:
Postar um comentário