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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Para sempre teu, Caio F.

A primeira coisa que me chamou a atenção no livro Para sempre teu, Caio F., de Paula Dip, foi a foto na capa, feita por Claudio Etges, um instantâneo interessantíssimo, que pega a face dele assim de lado, com a mão no rosto, sorrindo e meio se escondendo, como a gente faz quando diz que não quer tirar uma foto, só que nesse caso a gente percebe claramente que ele está curtindo muito aquele momento, e há também serenidade e alegria e timidez na foto, traços que bem pertenciam ao personagem. Enfim, uma foto magnífica. Depois, li na livraria mesmo a introdução, feita pela autora, e aí não teve jeito - tive de trazer, não podia deixá-lo mais, porque a moça escreve muito bem, traça um roteiro de uma longa conversa por carta com Caio e com as questões do tempo deles, que são também minhas questões. Além disso, amo cartas e Caio amava Hilda e todos de algum modo falam de coisas que me dizem respeito, de um tempo que foi e é meu também.

Assim, leio o livro da Paula e me emociono em vários momentos, eu que nunca fui assim tão fã da literatura do Caio, embora tenha tido seu Morangos mofados naquela primeira edição da Brasiliense, de 1982. Lembro de que li os contos então mas não sei se gostei. Desde que Caio voltou à cena cultural com insistência, procurei o livro para reler, mas ele perdeu-se, devo ter dado a algum ex-aluno, enfim, terei de comprar de novo. Não estou certa de que sou ainda uma leitora para ele, mas essas cartas e as lembranças da Paula, essas, com certeza, também me pertencem.
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Paula Dip. Para sempre teu, Caio F. Rio de Janeiro: Record, 2009.
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