Aquarius - Dir. Kleber Mendonça Filho, 2016. Com Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Carla Ribas.
Aquarius é obrigatório, agora para maiores de 16 anos, porque é um filme
raro, uma pedra preciosa, uma gema valiosa: um filme sobre a maturidade de uma
mulher, sobre os laços, entrelaçamentos e guardados afetivos que permanecem na
vida e na memória dessa senhora, belissimamente vivida, com sobriedade e
sabedoria, por Sonia Braga e seus cabelos deslumbrantes, sua arte, doçura,
talento, força, garra.
O filme é todo importante, tem um tempo diferente, longo, mas absolutamente necessário, porque esse tempo diz respeito às sensações, às emoções, aos sentimentos presentes e passados, sendo também um tempo de vinha que matura, como aquele momento em que ela diz que está "tentando matar aquela garrafa de vinho" e faz outra coisa.
Percebe-se nitidamente que os atores todos abraçaram-se àquele projeto - de dentro do Edifício Aquarius projeta-se um filme que emana afeto, olhares intensos, fraternos, cúmplices entre todos os integrantes - há sorrisos, abraços, tragadas, conversas, danças; há desejos, cenas outrora-agora entre amantes, seres intensamente vivos, presentes, atuantes nas vidas de antes, e nas vidas dos que estão aqui, agora.
E Clara - presente forte que Sonia Braga construiu e nos ofertou, nesse momento tão necessário em que se tenta cercar o país de arides e deserto, em que os cupins e suas ranhuras aparecem sobre nossas mesas, casas, paredes. Ela nos diz que é possível chamar Irandhir/Roberval, o bombeiro de terno coração e sorriso irrepreensível: ele ajudará, e outros, e outras.
Clara não está só, e tudo é muito bom de ver.
O filme é todo importante, tem um tempo diferente, longo, mas absolutamente necessário, porque esse tempo diz respeito às sensações, às emoções, aos sentimentos presentes e passados, sendo também um tempo de vinha que matura, como aquele momento em que ela diz que está "tentando matar aquela garrafa de vinho" e faz outra coisa.
Percebe-se nitidamente que os atores todos abraçaram-se àquele projeto - de dentro do Edifício Aquarius projeta-se um filme que emana afeto, olhares intensos, fraternos, cúmplices entre todos os integrantes - há sorrisos, abraços, tragadas, conversas, danças; há desejos, cenas outrora-agora entre amantes, seres intensamente vivos, presentes, atuantes nas vidas de antes, e nas vidas dos que estão aqui, agora.
E Clara - presente forte que Sonia Braga construiu e nos ofertou, nesse momento tão necessário em que se tenta cercar o país de arides e deserto, em que os cupins e suas ranhuras aparecem sobre nossas mesas, casas, paredes. Ela nos diz que é possível chamar Irandhir/Roberval, o bombeiro de terno coração e sorriso irrepreensível: ele ajudará, e outros, e outras.
Clara não está só, e tudo é muito bom de ver.
