terça-feira, 21 de outubro de 2014

No blog de Raquel Rolnik

Decidi não repostar qualquer informação sobre eleições no facebook, mas esse artigo de Raquel Rolnik vem para esse espaço, porque quero me lembrar dos motivos por que votei em Dilma no segundo turno, tendo votado em Luciana Genro no primeiro. E porque essas eleições talvez imprimam mudanças em meu projeto de vida atual, se um ou outro candidato vencer.

Não poderia, nem saberia, dizer melhor, e fica aqui como memória para quando as eleições terminarem e um dos dois iniciar esse novo momento em nossa história social e política.
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Voto em Dilma no segundo turno


*Coluna publicada originalmente na seção “Tendências/Debates”, da Folha de S. Paulo.
Daqui:
http://raquelrolnik.wordpress.com/2014/10/21/raquel-rolnik-voto-em-dilma-no-segundo-turno/


sábado, 18 de outubro de 2014

o gás e o cigarro


Não sei se o mesmo ocorre em Vitória, mas aqui em Vila Velha temos uma população que, forçosamente, precisa ser de não fumantes.

Não tenho ideia de como eles conseguem mas, estando aqui desde dezembro do ano passado, ainda não vi nenhuma ocorrência de incêndio, ou explosão - acho incrível isso, porque praticamente todos os edifícios, dos menores aos muito altos, têm esse mesmo sistema de gás, em que imensos botijões ficam praticamente na rua, protegidos por grades, em pequenos espaços, na parte da frente dos prédios.

Sempre que passo dou uma olhada, investigando se tem alguma guimba de cigarro - não tem, e talvez se tivesse eu não estaria aqui escrevendo bobagens. De tempos em tempos, vem um caminhão de gás e enche os botijões, às vezes acompanho o trabalho olhando da varanda, torcendo pra que nenhum maluco passe naquele momento com um cigarro aceso. E, confesso, tenho um pouco de medo de um apocalipse geral, se um desses prédios explodir, porque imagino que será uma tragédia em cascata, um após o outro - vai parecer efeito especial de cinema americano, e um bocado de gente (eu, inclusive) fazendo o caminho das nuvens.

domingo, 12 de outubro de 2014

A vingança da chia

Todos sabemos que a chia é uma semente pretinha, de tamanho micro, que faz maravilhas pela saúde nossa - emagrece, combate colesterol, o diabetes, tem ômega 3 e variadas vitaminas, vem do México e pode ser colocada em praticamente qualquer alimento. Mas ninguém sabe o que pode acontecer quando um recipiente de plástico contendo cento e vinte gramas da dita cuja abre e se esparrama dentro de uma geladeira cheia de panelas e potes e coisas, se aloja em todas as prateleiras, e cai ao chão esparramando-se por baixo da geladeira e pela cozinha afora. 

Para uma pessoa com certo nível de obsessão, aqueles pontos pretos em quase todo recanto da cozinha são uma batalha a ser travada milímetro a milímetro, durando horas cada peleja. Hoje acordei com disposição de eliminar o que fosse possível dos restantes grãos de ontem à noite. 
Aliás, um parêntese - todo dia alguma coisa cai da minha mão e, no momento em que comecei a limpar as tralhas das prateleiras, o prato com o melão cortado ontem também foi ao chão, mas esse foi fichinha de limpar perto da chia. 
Essa, não há como tirar todos os grãos - nem que se leve a vida toda, porque eles são micro e têm a capacidade de grudar em qualquer coisa úmida, daí que será má ideia usar o paninho da pia para limpá-lo, ou o pano de chão úmido. Em tudo ela se impregna, adere, vai-se alojando no tecido, e inchando - sim, porque a chia incha com água, e não sai do pano úmido nem quando ele seca, fica grudada ali, te desafiando a tirá-la - uma por uma, a unha. 

Continuarei a usar chia em minha dieta, até porque ela só traz benefícios, mas tomando cuidados com se fosse um recém-nascido quando manuseá-la, e nunca mais deixá-la fora de um pote hermeticamente fechado.