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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

conversa de maluco



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Meu interesse por coisas ou roupas é pequeno, não há quase nada que eu queira, salvo uma ou outra câmera fotográfica carésima, que eu cobiço mas não compro até me tornar alguém que domine o métier com mínima competência.

Por outro lado, livros são um vício, não há como negar. A uma lista já quase impossível de dar conta, acrescentei agora: Entre nós (Philip Roth, coletânea de entrevistas com um monte de bambas); Leila Diniz (Joaquim Ferreira dos Santos); Fazendo as malas (Danuza Leão, influência da Isabel, que lê muuuito); Contemporâneos (Beatriz Resende) e, last but not least, Poemas dramáticos, do Fernando Pessoa, que eu já tenho mas está lá em cima numa altíssima prateleira (e a obra completa também, que doideira...), e esse é por causa de 'Antinous', um longo poema de amor (verso inicial: The rain outside was cold in Hadrian's soul) que eu teimo em querer entender todo, de tempos em tempos, e meu inglês, ao invés de melhorar, vai piorando, então eu o compreendo menos mas não me conformo e fico lutando, lutando... enfim, alguém muito bom tinha de traduzir esse poema para mim, não sei por que ninguém o fez ainda (eu, pelo menos, não conheço tradução).

Outros bons momentos dele:


O hands that once had clasped Hadrian's warm hands
Whose cold now found them cold!
.....

O fingers skilled in things not to be told!
O tongue which, counter-tongued, made the blood bold!
.....

Antinous is dead, is dead for ever,
Is dead for ever and all loves lament.
.....

Now are thy nights widowed of love and kisses
Now are thy days robbed of the night's awaiting;
Now have thy lips no purpose for the blisses,
Left but to speak the name that Death is mating
With solitude and sorrow and affright.