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domingo, 21 de dezembro de 2008

Fazendo as malas


O que li da Danuza, foi com prazer, sobretudo seu penúltimo, Quase tudo, uma autobiografia muito bem escrita, que eu li como ficção, com momentos de drama e outros de joie de vivre que expressam uma personalidade e uma vida cheias de acontecimentos interessantes, com um pouco da história da cidade do Rio.

O mesmo não posso dizer desse último, Fazendo as malas. O lado moça fútil e socialite, que há em Danuza, exacerbou-se aqui, o tom é meio "se não conhecer tal lugar não veio a Paris" (ou Roma, ou Lisboa ou Sevilha, as quatro cidades por onde passa), e há umas birras, umas bobagens, enfim, li até o fim bastante impaciente para que terminasse, e sem vontade alguma de ir aos lugares que ela menciona, nem o hotel Welcome, onde ela sempre se hospeda em Paris, que no outro livro me pareceu um castelo romântico (exagerando um pouco, claro), aqui ficou pequenino, sem graça. Com a quantidade de ótimos sites e blogues de viagem que existem hoje, mais úteis para 'pessoas normais' que queiram ir a Paris será ler o conexaoparis, por exemplo, cujas escolhas estão mais de acordo com as posses medianas da maioria. Danuza nem escreveu para a patota dela, nem para os mortais comuns. Escreveu para ela mesma, e de mau humor. Pena.