Uma mega produção, cheia de astros de primeira grandeza, que atuam com maestria e alguns com a cumplicidade que se espera dos grandes amigos, como se dá com Matt Damon e o diretor, ator, correteirista e produtor George Clooney (o homem joga em todas as posições, e acho que o faz bem), com um tema simpático e ainda não visto sobre a destruição e a rapinagem feita pelos alemães nos anos de guerra, quando obras de valor inestimável foram roubadas, queimadas, outras milhares simplesmente escondidas em grandes espaços, como minas abandonadas.
O filme mostra as façanhas de um grupo de não soldados, mas amantes da arte e especialistas, que resolve tomar a si a tarefa de salvar alguns espécimes do grande patrimônio da arte universal. Não é um filme de ação eletrizante, nem mais uma história de guerra, nem mesmo uma comédia, embora flerte com esse gênero - mas o grupo acaba formando uma espécie de exército brancaleone, em que os mocinhos estão todos imbuídos dos melhores sentimentos e das melhores intenções quando à salvaguarda dos bens culturais, de modo que o espectador fica agradecido pelo empenho e torce pela realização das tarefas - o que ocorre, em meio a baixas de homens e de obras.
O filme, afinal, se vê com prazer pela causa que defende, e pela presença desse time imbatível, com destaque para o pequeno mas decisivo e excelente papel de Cate Blanchett. Sua presença é um alento sempre, e promove a mesma alegria que o personagem de Clooney experimenta (e nós também, claro) ao encontrar a Virgem com o Menino, de Michelangelo, única de suas esculturas fora da Itália - mais precisamente em Bruges, na Bélgica.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Paulo Scott; poemas de Claudia Roquette Pinto
Esse volume foi comentado por Paulo Henriques Britto e trata da obra de Claudia Roquette Pinto. Eu tenho dela em algum lugar nas caixas da mudança, e já devo ter lido em algum momento, Corola e Margem de manobra, mas vistos os poemas assim, iluminados pela inteligência de Paulo Henrique, me deparei com alguns poemas ótimos, percepções bem interessantes sobre o ofício de escrever, e ao final me peguei pensando: que grande poeta essa Roquette Pinto!
Dois deles:
O primeiro beijo
Íntimo do medo
(e não avesso a ele)
o rosto indecifrável sequer denuncia
a tropa de cavalaria
que lhe sacode o peito.
Enquanto as mãos,
na exposição do argumento,
tremem visivelmente,
ele permanece sereno, pousado
(gota de orvalho sobre a agulha do pinheiro)
no momento presente.
Daí o seu poder deriva:
de não querer domar a coisa viva,
mas cavalgá-la com graça
(o corpo não se opõe ao desejo).
Ele é dono do seu medo,
e o abraça.
(p. 73)
____
O torneado hábil das palavras
o dissonante vão das consoantes
não podem mais - nem por um instante -
bouleversar o meu pequeno alento.
E já nem tento, ainda que fugaz
fosse o prazer no momento do encontro
satisfazer com tais materiais
minha volúpia pelo contratempo.
Abandonar o ritmo, eis tudo:
mudar de logradouro - ou de logro -
que isso de escrever é jogo
perdido de antemão, no mano a mano.
Mas sem ressentimento: o mais são nuvens,
e todos os poemas um engano.
(p. 67)
____
Claudia Roquette Pinto. Coleção Ciranda da Poesia. Apresentação de Paulo Henriques Britto. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010.
Paulo Scott. Ithaca Road. São Paulo: Cia das Letras, 2013.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
sessenta e cinco
Hoje faço 65 anos. Não tenho a menor ideia do que isso
significa, mas é uma idade difícil. Achei que os cinquenta fossem um marco, e
talvez tenham sido, mas não me senti assim, como estou me sentindo, meio à
deriva, meio em abismo. Ainda era bem menina naquele então pra rir do meio
século - em 2000 estava me aposentando da Universidade, tinha a fantasia de que
me estava libertando para enfim procurar o trabalho para o qual havia nascido,
sem as obrigações de frequentar reuniões chatíssimas, nem ter que estar em sala
de aula às sete da manhã. Não foi bem assim que os anos se mostraram. Eu tomei
um ser sob meus cuidados, e descobri que tomar conta de outrem é minha
especialidade - e meu tormento também. E pude entender por que não tive filhos
- não foi apenas porque tive que trabalhar muito, estudar muito, escrever
muito, produzir muito, viajar muito - há mulheres que fazem tanto quanto eu fiz
e mantêm uma família, mesmo com dificuldades. Eu não poderia, porque cuidar
para mim é um ato de abnegação quase total. Eu não apenas cuido, como me torno
- exupéryanamente - para sempre responsável pelo ser cuidado. Daí que minha
vida, que ia ser livre, leve e solta, fincou-se no chão das responsabilidades e
durante anos não vi as três cores do filme.
Depois, outros acontecimentos
vieram, outras voltas no caminho, e outros cuidados me foram exigidos: entrei
em outra Universidade, voltei às aulas e à rotina acachapante; minha saúde
sofreu um baque, me tratei, sofri e fiquei relativamente boa - sempre by myself. O que eu não
sabia é que minha excessiva autossuficiência haveria de cobrar seu preço, e
cobrou sob forma de uma certa descompensação, que levaria alguns anos para se
resolver. Em seguida, ainda meio zonza, a mãe requer cuidados, sofre um AVC, e
a persona cuidadora entra em cena de novo. Desde 2010 venho exercendo o papel
com afinco, até que não deu mais e tive que - tive que - cair fora. Cheguei há
pouco mais de um mês nessa Vila Velha, que de velha não tem nada; nesse Espírito Santo, que eu acolho em seu
nome, e no meu.
Aos sessenta e cinco, recomeçar a busca, tentar cuidar de
mim com o mesmo zelo e afinco com que minhas asas sempre se abriram para
abrigar o que ou quem sob elas se recolhesse. Recolher as asas. Redefinir a
rota. Afinal, voar não é com os pássaros?
Sínteses, filmes II
5. Gloria: Paulina Garcia é Gloria, uma mulher já não tão jovem que busca se entender com suas necessidades de afeto, de sexo, de vida, com suas inerentes decepções. Um filme interessante, que se mantém assim pelo trabalho ótimo dessa atriz, embora nem sempre a graça das situações tenha toda a graça que se espera (pintar a casa do amante com paintball, por exemplo, podia ter sido mais).
6. Frozen: não vejo desenhos quase nunca, mas aqui parei com essas restrições, por falta de opções, e acabei ganhando mais esse gênero: vi e gostei muito do filme, e tenho tido sorte porque as mulheres têm sido privilegiadas nos desenhos a que assiti, e de que gostei (Valente achei lindinho também, sem contar Rio).
7. Pelos olhos de Maisie: um filme com muita ternura em torno das manifestações de afeto e de abandono por que passa essa menina, em quem nós todos nos vemos, com mais ou menos intensidade, já que, penso, há em todos nós um ser mais ou menos carente de afeto, cuja base vem desse lugar e desse tempo onde se encontra Maisie. Na verdade, as ações não acontecem pelos olhos dela, ou seja, por seu ponto de vista, mas em torno dela, sendo ela o centro dos acontecimentos, do vaivém do pai, da mãe, dos cuidadores - aqueles dois seres amorosos que ela teve a sorte de poder escolher como seus responsáveis e, por isso, tem grandes chances de ser feliz agora, e vir a sê-lo também na vida adulta.
8. Quando eu era vivo: um filme estranhíssimo, de um terror leve mas incômodo. Não sei bem o que pensar dele, não sei se é um filme de que se gosta ou sobre o qual se reconhece determinadas qualidades formais. Como não sou expert no último quesito, só posso dizer que não gostei, mas também não detestei, não saí da sala, vi até o fim aquela bizarrice. Penso que, afinal, trata-se de um filme sobre filiação, sobre como um filho recupera o amor do pai, embora o caminho até lá seja penoso, ou mais que isso - tenebroso. Aliás, fato raro (porque gosto de ir ao cinema sozinha), vi esse filme na companhia de um bom amigo.
9.Trapaça: um filme divertido, bem feito, com uma dinâmica meio frenética em torno dos trambiques e das situações tensas vividas por uma penca de ótimos atores, com destaque para o quarteto impagável formado por Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e, de lambuja, os ótimos Jeremy Renner e ainda De Niro. Além disso, tem uns figurinos e umas caracterizações de personagens que em si já fazem a diversão.
10. Alabama Monroe: achei um deslumbre, um dos melhores filmes do conjunto que vi ultimamente, porque gosto quase sempre da tematização da morte (até hoje, Amor era meu filme preferido sobre o assunto), mas nunca havia visto uma discussão sobre a morte feita de modo ao mesmo tempo tão intensa, tão íntima e tão feliz - o feliz vai por conta da trilha sonora, e advém do trabalho dos dois protagonistas, que são cantores de música country americana. Na verdade, ele é vidrado nesse estilo de canção, o que acaba contagiando sua companheira. O filme tem nos cortes sua grande força, o que nos faz ir e vir continuamente ao passado e ao presente das situações vividas pelos personagens, de modo que as canções e as alegrias se mesclam aos momentos de perda, doença, dor, luto e morte sem grandes hiatos. Um filme que eu vi meio chorando, mas ao mesmo tempo num estado de espírito que se pode chamar de saltitante, com alguma liberdade, por causa das canções. E que achei muito bom.
6. Frozen: não vejo desenhos quase nunca, mas aqui parei com essas restrições, por falta de opções, e acabei ganhando mais esse gênero: vi e gostei muito do filme, e tenho tido sorte porque as mulheres têm sido privilegiadas nos desenhos a que assiti, e de que gostei (Valente achei lindinho também, sem contar Rio).
7. Pelos olhos de Maisie: um filme com muita ternura em torno das manifestações de afeto e de abandono por que passa essa menina, em quem nós todos nos vemos, com mais ou menos intensidade, já que, penso, há em todos nós um ser mais ou menos carente de afeto, cuja base vem desse lugar e desse tempo onde se encontra Maisie. Na verdade, as ações não acontecem pelos olhos dela, ou seja, por seu ponto de vista, mas em torno dela, sendo ela o centro dos acontecimentos, do vaivém do pai, da mãe, dos cuidadores - aqueles dois seres amorosos que ela teve a sorte de poder escolher como seus responsáveis e, por isso, tem grandes chances de ser feliz agora, e vir a sê-lo também na vida adulta.
8. Quando eu era vivo: um filme estranhíssimo, de um terror leve mas incômodo. Não sei bem o que pensar dele, não sei se é um filme de que se gosta ou sobre o qual se reconhece determinadas qualidades formais. Como não sou expert no último quesito, só posso dizer que não gostei, mas também não detestei, não saí da sala, vi até o fim aquela bizarrice. Penso que, afinal, trata-se de um filme sobre filiação, sobre como um filho recupera o amor do pai, embora o caminho até lá seja penoso, ou mais que isso - tenebroso. Aliás, fato raro (porque gosto de ir ao cinema sozinha), vi esse filme na companhia de um bom amigo.
9.Trapaça: um filme divertido, bem feito, com uma dinâmica meio frenética em torno dos trambiques e das situações tensas vividas por uma penca de ótimos atores, com destaque para o quarteto impagável formado por Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e, de lambuja, os ótimos Jeremy Renner e ainda De Niro. Além disso, tem uns figurinos e umas caracterizações de personagens que em si já fazem a diversão.
10. Alabama Monroe: achei um deslumbre, um dos melhores filmes do conjunto que vi ultimamente, porque gosto quase sempre da tematização da morte (até hoje, Amor era meu filme preferido sobre o assunto), mas nunca havia visto uma discussão sobre a morte feita de modo ao mesmo tempo tão intensa, tão íntima e tão feliz - o feliz vai por conta da trilha sonora, e advém do trabalho dos dois protagonistas, que são cantores de música country americana. Na verdade, ele é vidrado nesse estilo de canção, o que acaba contagiando sua companheira. O filme tem nos cortes sua grande força, o que nos faz ir e vir continuamente ao passado e ao presente das situações vividas pelos personagens, de modo que as canções e as alegrias se mesclam aos momentos de perda, doença, dor, luto e morte sem grandes hiatos. Um filme que eu vi meio chorando, mas ao mesmo tempo num estado de espírito que se pode chamar de saltitante, com alguma liberdade, por causa das canções. E que achei muito bom.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Sínteses, filmes
Pensando alto sobre os filmes que vi na meia maratona do Rio, um pouco porque os queria ver, um pouco porque estar no ar condicionado era obrigatório, fica o seguinte:
1. Ninfomaníaca: pra mim, havia dois momentos distintos em termos de interesse - quando a Charlotte Gainsbourg aparecia contando sua história era chatíssima, o que salvava era o ouvido atento do personagem-pescador, o ótimo Stellan Skarsgard, que imprimiu uma dinâmica interessantíssima aos relatos cheios de culpa cristã da moça. Já quando a ação se voltava para o passado, em que se veem as travessuras sexuais da moça e sua amiga, as coisas ficam meio aquém do que o título sugere: o que vi foi menos maníacas, e mais ninfas inquietas com suas vidinhas bobas e fazendo do sexo uma forma de diversão e escape. As cenas finais talvez anunciem o que o filme tem a mostrar, porque até agora não me disse muito.
2. 12 anos de escravidão: filmes sobre holocausto e/ou sobre escravidão já foram quase todos feitos, e para emocionar e tocar o espectador precisa ser algo realmente novo. Aqui, a única coisa nova, segundo penso, foi o roteiro, porque nunca vira antes uma história sobre sequestro de homens negros livres vendidos como escravos - essa é uma das ignomínias que se denunciam no filme, dentre tantas outras. Mas ainda acho que o filme do Tarantino, Django livre, tem uma contribuição mais importante não apenas para o cinema, mas também para a causa da libertação - o homem branco no filme de Tarantino liberta o negro e o faz um igual no início da ação, de modo que o filme é sobre as aventuras em torno do tema da liberdade envolvendo os dois; já o escravo nesse filme leva doze anos para ser enfim libertado pelo homem branco que, não por acaso, é interpretado por Brad Pitt. As cenas grotescas, de açoites e chicotes e brancos desumanos já foram vistas, e nos cabe, no final, o mesmo papel de indignação face à inapelável e vergonhosa história nossa.
3. A grande beleza: não há ninguém, acredito, que não seja um adolescente, que não se tenha emocionado em algum momento com esse filme, que trabalha na esteira dos grandes filmes italianos, dos grandes clássicos e há essa travessia por momentos de uma vida que se exaure, e que exaure as possibilidades de brilho, de vivacidade - acho que os acima de sessenta entendem melhor, talvez, o travo um tanto amargo, talvez mais que irônico, que perpassa a voz desse personagem-narrador. Há uma curva mais adiante, mas ela não nos fechou ainda, então vivamos e tiremos da vida o melhor sabor que pudermos - se pudermos.
4. Philomena: filme de intérprete, para o brilho da sempre ótima Judi Dench. Eu gosto muitíssimo de ver essas grandes damas do cinema dando banho de talento, em filmes quase feitos para elas, adoro, talvez porque me sinta mais próxima delas agora. De todo modo, a história tem um lado politicamente correto, ao trazer essa mãe sem a mais leve sombra de preconceito ao saber que seu filho, já desaparecido, era gay e, mais que isso, inventa uma categoria engraçada na tentativa de achá-lo: bi-curioso, a propósito de uma moça que poderia tê-lo conhecido. Enfim, um filme divertido, que comenta criticamente o papel hipócrita e bajulador de ricos da Igreja que já conhecemos, carregado com galhardia pela Dench.
(continua)
1. Ninfomaníaca: pra mim, havia dois momentos distintos em termos de interesse - quando a Charlotte Gainsbourg aparecia contando sua história era chatíssima, o que salvava era o ouvido atento do personagem-pescador, o ótimo Stellan Skarsgard, que imprimiu uma dinâmica interessantíssima aos relatos cheios de culpa cristã da moça. Já quando a ação se voltava para o passado, em que se veem as travessuras sexuais da moça e sua amiga, as coisas ficam meio aquém do que o título sugere: o que vi foi menos maníacas, e mais ninfas inquietas com suas vidinhas bobas e fazendo do sexo uma forma de diversão e escape. As cenas finais talvez anunciem o que o filme tem a mostrar, porque até agora não me disse muito.
2. 12 anos de escravidão: filmes sobre holocausto e/ou sobre escravidão já foram quase todos feitos, e para emocionar e tocar o espectador precisa ser algo realmente novo. Aqui, a única coisa nova, segundo penso, foi o roteiro, porque nunca vira antes uma história sobre sequestro de homens negros livres vendidos como escravos - essa é uma das ignomínias que se denunciam no filme, dentre tantas outras. Mas ainda acho que o filme do Tarantino, Django livre, tem uma contribuição mais importante não apenas para o cinema, mas também para a causa da libertação - o homem branco no filme de Tarantino liberta o negro e o faz um igual no início da ação, de modo que o filme é sobre as aventuras em torno do tema da liberdade envolvendo os dois; já o escravo nesse filme leva doze anos para ser enfim libertado pelo homem branco que, não por acaso, é interpretado por Brad Pitt. As cenas grotescas, de açoites e chicotes e brancos desumanos já foram vistas, e nos cabe, no final, o mesmo papel de indignação face à inapelável e vergonhosa história nossa.
3. A grande beleza: não há ninguém, acredito, que não seja um adolescente, que não se tenha emocionado em algum momento com esse filme, que trabalha na esteira dos grandes filmes italianos, dos grandes clássicos e há essa travessia por momentos de uma vida que se exaure, e que exaure as possibilidades de brilho, de vivacidade - acho que os acima de sessenta entendem melhor, talvez, o travo um tanto amargo, talvez mais que irônico, que perpassa a voz desse personagem-narrador. Há uma curva mais adiante, mas ela não nos fechou ainda, então vivamos e tiremos da vida o melhor sabor que pudermos - se pudermos.
4. Philomena: filme de intérprete, para o brilho da sempre ótima Judi Dench. Eu gosto muitíssimo de ver essas grandes damas do cinema dando banho de talento, em filmes quase feitos para elas, adoro, talvez porque me sinta mais próxima delas agora. De todo modo, a história tem um lado politicamente correto, ao trazer essa mãe sem a mais leve sombra de preconceito ao saber que seu filho, já desaparecido, era gay e, mais que isso, inventa uma categoria engraçada na tentativa de achá-lo: bi-curioso, a propósito de uma moça que poderia tê-lo conhecido. Enfim, um filme divertido, que comenta criticamente o papel hipócrita e bajulador de ricos da Igreja que já conhecemos, carregado com galhardia pela Dench.
(continua)
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