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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Se nem Lady Gaga escapa de ir ao chão...

Hoje é meu dia sorte - sexta feira, 13, e dia de rock, uau!

Vinha andando pela rua do Catete pisando daquele jeito forte e decidido, passo rápido e firme dos que se sentem seguros quando, de repente, voei - literalmente voei no ar, em vias de me estabacar na mais espetacular das várias quedas que já tomei, assim, totalmente out of the blue.

Ainda no ar e me perguntando 'como? de novo? por quê?' avistei um gordinho como eu vindo em minha direção e a ele me agarrei segundos antes de cair, estatelada, no chão. Salva pelo gongo, ou pelo gordo, levantei rápida perguntando ao empalhador de cadeiras que estava boquiaberto sentado a minha direita, olhando aquilo a sua frente e não acreditando: - onde foi que tropecei? onde? Ele apontava o nada, porque fora em nada que eu havia pisado. Tenho certeza de que era dia de ir aos ares, e fui.

Continuei caminhando, sem arranhões ou luxações, entro no banco mais à frente pra disfarçar a insegurança e quando ponho o pé para atravessar a porta, torço o calcanhar esquerdo, sempre frágil, e uma dor descomunal avança. Eu paro, gemo, uma senhora tenta ajudar, aconselha a rodar o pé no tornozelo devagar, e isso vai fazendo a dor diminuir até ficar imperceptível.

Sigo depois meu caminho e nem acredito que ainda esteja viva, sem sequelas e a.n.d.a.n.d.o! Parto para o cinema , On the road me aguarda, devagar agora e prestando muita atenção ao chão. É quando percebo que perdi a juventude e um dos possíveis significados de ter mais de sessenta: andar devagar e sem ímpeto. Aprende, senhora. E certa de que esse foi um dia de sorte.