Passei quatro dias em Aracaju, no ótimo Celi Praia hotel (a melhor ducha que já tive o prazer de conhecer, ever) e achei a cidade ótima para descansar, além de muito bonitinha - não linda, mas bonita. O tempo era instável, mas até disso gostei: uma hora sol forte, daqui a pouco chuva, depois sol de novo, à noitinha brisa ou vento forte - ou seja, muitas variações interessantes, ninguém se entedia por ali.
A cidade é limpíssima, não vi nem guimba de cigarro no chão, pode-se andar na orla do bairro Atalaia sem problemas (a bicicleta é meio de transporte bastante usado), mesmo à noite, mas pro carioca paranóico dá uma certa aflição, nessa época não havia muita gente caminhando e há grandes espaços vazios em torno. Uma pena, porque o pouco turismo faz os preços subirem, mesmo na pequena loja do oceanário que abriga o projeto Tamar: um lápis com a ponta em forma de tartaruga custa 7 reais, achei bem caro. Mas o oceanário é bonito, quase em frente ao hotel há um grande espaço dedicado às crianças, o que faz a cidade bem child friendly. A comida também não é barata, mas foi dos melhores peixes que já comi em viagem, e o restaurante nota mil é mesmo o "Pitu com pirão da Eliane", dá para ir a pé de quase qualquer lugar da orla (sessão coruja: tiramos uma foto juntas ::).
Como tem muito, mas muito vento nessa época, uma praia próxima é quase toda ocupada por jovens que praticam kitesurf, um visual lindo. Vai-se de táxi aos complexos de restaurantes maiores nas praias próximas, mas nem de longe eles se equiparam aos mega empreendimentos semelhantes que conheci na praia do Futuro, em Fortaleza, comparação inevitável para quem já viveu lá.
Eu voltaria a Aracaju, lugar super tranquilo (pelo menos nessa época) para se descansar e, para quem gosta, curtir praia.
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