quarta-feira, 29 de junho de 2011

andando ao léu

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Depois de andar muuuuito em Inhotim sem enfartar, e de tomar um tombão naquelas ruas sobe e desce de Belo Horizonte, todas com pedrinhas portuguesas faltando muitas delas, comecei a andar menos de táxi e a usar mais os próprios pés. Hoje fiz uma longa caminhada vindo do INSS da rua das Laranjeiras até quase o Largo do Machado. Vim fotografando os prédios, a paisagem, os passarinhos nas gaiolas, de repente já estava quase em casa. Amanhã vou andar de novo, até porque tem feito uns dias tão lindos, mas tão lindos. Outono/inverno - tempo de luzes no ar.

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Inhotim - e é nosso!

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Sem qualquer frescura, e sem nostalgia de um possível éden, conhecer Inhotim é uma experiência quase transcendente quando se observa a relação entre arte, natureza e espaço que ali se atualiza. É um espanto saber que podemos ter algo como aquelo espaço, de primeiro mundo e nosso! Quando a gente entra na primeira aléia - eu fui a primeira visitante a chegar e a entrar, na última terça feira - dá uma sensação de que se está adentrando uma espécie de território intocado, embora a mão do homem tenha feito formas de arte e da natureza de indescritível beleza. Vi e fui acolhida por tantas espécies de vegetais, árvores deslumbrantes, lagos, cisnes, obras de artes, tudo é tão belo e tão visceral e poderoso que preciso, mas preciso com urgência voltar e ver o que não pude, e rever o que já vi - desta vez, tentar não chorar diante da obra de Adriana Varejão, porque assim que cheguei perto daquele muro as lágrimas surgiram sem controle, fui lá fora, me acalmei, voltei mas só pude passar meio depressinha por ela. Não vou nem tentar explicar o que senti diante dela, mas ainda me emociono ao lembrar de 'Linda do rosário', aqui .

Achei esse comentário, dentre tantos que vi na rede, do Boni, sucinto e claro:
http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&id=174&postId=25234&permalink=true

Um dos inúmeros lugares onde há bancos, cadeiras e uma vista deslumbrante para nosso olhar e espírito:













Essa árvore, tamboril, é um ponto de referência e impacta por sua magnificência:






















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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Nem sei

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Às vezes, assim meio out of the blue, me vem uma enorme vontade de encontrar alguma coisa que não sei bem o que é, achar o é da coisa de que nos fala Clarice e até agora havia sido apenas literatura. Engraçado que a forte literatura nos antecipa o que sabemos mas nem sempre vivemos ainda, nem sempre é parte de nós aquilo que, no entanto, inexoravelmente nos pertence, ou nos pertencerá em seu devido tempo. De modo proléptico, ela – a literatura – nos dá o que já é nosso, de que ainda não tomamos posse inteiramente, e Clarice é a grande, a fenomenal mestra em apontar (para mim) aqueles sentimentos diante do ininteligível, mas que um dia se farão claros como água, tomarão sua forma concreta diante do objeto que os expressa.

Tudo isso porque ando sentindo falta de coisas ou seres que sejam metonímicos – a parte de um todo com forte presença de si, com existência inexpugnável. Por exemplo, quando penso em música não há outra figura que comporte tudo que nessa palavra se integre num conjunto de força, a não ser um nome aqui no Brasil: Egberto Gismonti. Gismonti é música, a intransigência de só pensar, viver, existir, respirar e compreender o mundo em música. Eu nem sei bem o que é música, talvez só músicos o saibam, mas sei que pensar música é apontar – Gismonti.

Até parece que o conheço muito bem, mas não é assim. Só o vi duas vezes, a primeira quando assisti a um concerto dele em New Haven, durante meu exílio em Rhode Island. Fui conhecer Yale com intenções de para lá transferir-me, o que acabou não acontecendo, e fiquei uns dias na casa de uma professora de espanhol que então me acolheu. Uma noite fomos a um show do Egberto numa pequeno teatro, acho que dentro da Universidade mesmo. Foi o máximo, amei, e passei a colecionar CDs dele, vários comprados lá, e depois achei difícil encontrar outros por aqui, comprava via amazon. Houve uma época em que o escutava muito, mas há tempos quase não coloco mais CD algum para tocar. A segunda vez que o vi foi assistindo a uma audição de violão na Escola de Música da UFRJ, há muitos anos, ele estava com a filha do Vinicius e paguei o mico de sentar na cadeira atrás da sua e falar baixinho, quase no ouvido dele, da minha admiração, de como tinha gostado do recital em New Haven etc. Ele ficou meio assustado e tive o bom senso de ser rápida, ainda assim foi mico.

Às vezes queria que mais pessoas fossem emblemáticas de qualquer coisa boa e intensa. Há poucas assim hoje, ou eu não conheço.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sophie Calle aos pedaços - VII - Fim

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Já agora será necessário reler as instruções iniciais oferecidas pela autora em todos os livros, nesse último inclusive, sob o título Gotham Handbook – New York, mode d’emploi, e que é assinado por Sophie Calle e Paul Auster. Então o que era desconfiança no início, o que supúnhamos ser uma brincadeira com as esferas do real e do ficcional adquire agora cores, digamos, mais realistas. Ao mesmo tempo, dificilmente poderíamos acreditar que tais histórias – quase todas as que compõem o conjunto todo - possam ter tido algum caráter de veracidade. No entanto, o escritor que conhecemos sob o nome de Paul Auster, autor, dentre outros, do romance Leviatã, citado, parafraseado e de algum modo copiado nesses livros de Sophie Calle, faz com ela uma dobradinha e subscreve a última obra do conjunto, o que em si já causa enorme estranhamento.

E qual seria a participação dele no projeto? Exatas cinco páginas de conselhos oferecidos a Sophie – que os pede – sobre como tornar melhor a cidade em que ela mora (Nova Iorque). O livro, então, é um compte rendu dessas prescrições que ele propõe a ela, em número de quatro: a) sorrir para as pessoas, as que passam nas ruas inclusive, e sobretudo; b) conversar com desconhecidos, não importa sobre o quê, ou com quem, porque “ce qui compte, c’est de donner quelque chose de toi et de veiller à ce qu’une forme quelconque de contact véritable soit réalisée.” (p. 12); c) não ignorar os infelizes, os sem teto, sair de casa sempre com dois ou três sanduíches para dar aos que têm fome; d) adotar um lugar público e cuidar dele como se fosse sua própria casa: “Choisis un endroit dans la ville et mets-toi à y penser comme s’il t’appartenait. Peu importe où, et peu importe quoi. Un coin de rue, une entrée de métro, un arbre dans le parc. Assume cet endroit comme si tu en étais responsable. Nettoie-le. Embellis-le.” (p. 15).

Bom, essas são as regras do jogo, e o modo como a autora-narradora-protagonista vai desenvolvê-las constitui o interesse do projeto, que se realiza como uma espécie de relatório, documentado por fotos, muitas fotos, de cada etapa e de cada dia em que ela se submeteu às indicações de Auster.

O que me pareceu mais interessante, nesse sentido, foi a adoção do lugar público. Ela escolheu uma cabine de telefone no cruzamento das ruas Greenwich e Harrison (não, não fui verificar se elas existem, mas estou quase certa de que sim), e dela se apossou no dia 20 de setembro de 1994. Ela a limpa, pinta, adorna, coloca duas cadeiras para os clientes, enfeita com flores, e vai a cada dia melhorando o lugar, que vira uma espécie de atração no bairro.

Além disso, mantém no local um livro de visitas, onde os usuários da cabine deixam suas impressões, escrevem bilhetes, alguns hilários, outros solidários, ou ameaçadores, enfim, o projeto realiza-se inteiramente, no sentido de tocar o desconhecido em todos os aspectos, e de entrar em contato com ele do modo mais instigante e obsessivo possível.

Acho que o último livro fecha com brilhantismo esse conjunto de experiências lítero-fotográficas, que flerta abertamente com o aleatório, o imponderável, e faz jus ao que de Maria se diz no Leviatã, livro com que mantém infindos e estreitíssimos laços:
Seu tema era o olhar, o drama de observar e ser observado, e suas peças exibiam as mesmas      qualidades que se encontravam na própria Maria: atenção meticulosa aos detalhes, crença nas estruturas arbitrárias, paciência beirando o intolerável. (Leviatã, p. 69).




























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Sophie Calle. Gotham Handbook – New York, mode d’emploi. In Doubles-jeux. Paris: Actes Sud, 1ª ed., 1998.
Paul Auster. Leviatã (1992). Trad. Thelma Médice Nóbrega. São Paulo: Ed. Best Seller/Círculo do livro, s/d.
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domingo, 12 de junho de 2011

Sophie Calle VI

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"Le carnet d’adresses" compõe o sexto pequeno volume desse septiforme e heterodoxo projeto, e segue esse mote do Leviatã: “Muito antes de nenhum de nós conhecê-la, saiu certa manhã para comprar filme para a máquina, viu uma cadernetinha negra de endereços caída no chão e a apanhou. Foi o fato que deu início a toda a infeliz história. Maria abriu a caderneta e de lá saiu voando o demônio, de lá saiu um flagelo de violência, mutilação e morte.”
(p. 72).

De modo que o minúsculo livrinho (tem cinco páginas de textos, nove explicativas que as antecedem e três de fotos) tem por objetivo vir a conhecer o dono da caderneta, achada ao acaso, que a protagonista fotocopia e devolve anonimamente ao dono. Na verdade, ela pretende formar um perfil do proprietário através dos depoimentos dos desconhecidos cujos nomes e indicações aparecem nela: “Tentarei descobri-lo sem jamais o encontrar e fazer dele um retrato com duração aleatória, pois ele dependerá da boa vontade de seus próximos para evocá-lo e da forma que tomarão os acontecimentos.” (‘Le carnet d’adresse’, p.9).

É interessante notar que o menor livrinho do conjunto, o mais curto de enredo e peripécia apresenta pelo menos três páginas que se lêem como ótima literatura, quando os amigos do desconhecido falam dele, descrevem suas qualidades - temos então um perfil de personagem exemplar, um homem muito interessante criado pelos discursos de seus parceiros, e por quem a personagem-narradora morre de amores, sentimento compartilhado igualmente por seus leitores: “J‘avais de la chance, non seulemente cet homme me plaisait mais je n’avais plus peur de le rencontrer prématurement, ce qui aurait mis fin à mon enquête: j’avais rapidement appris qu’il était parti, pour deux mois, au fin fond de la Norvège.” (‘Le carnet d’adresse’, p.18).




























Mesmo sem tê-lo conhecido (nem ela, aliás) já senti saudades dele, e concordo igualmente que alguém que se vai aos confins da Noruega tem de ser de algum modo interessante.
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Sophie Calle. Le carnet d'adresses. In Doubles-jeux. Paris: Actes Sud, 1ª ed., 1998.
Paul Auster. Leviatã (1992). Trad. Thelma Médice Nóbrega. São Paulo: Ed. Best Seller/Círculo do livro, s/d.
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terça-feira, 7 de junho de 2011

Compartilhar e relembrar

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Meu sobrinho é bombeiro, sei por isso, também, do que eles estão falando. Então fui hoje até a Assembléia para ver, participar e relembrar meus tempos de luta pela sobrevivência contra governos insensíveis, nos tempos da criação do Sindicato dos Professores - SEPE, tempos inflamados e cheios de força, ira, intensidades. Bons tempos, mas vejo que quase tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Até mesmo o PSTU, que naquele então era composto quase totalmente por jovens (sim, eu era jovem, mas eles eram infantes), vejo que agora mantém a mesma composição. O PSTU é o único partido em que seus membros permanecem à margem do tempo.  Bom, então às fotos que tirei.





















CARTA ABERTA A POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

Povo Fluminense,

Os Bombeiros do Rio de Janeiro, profissionais trabalhadores, ordeiros e competentes, em respeito à população que sempre defenderam, por vezes com o sacrifício da própria vida, vem a público esclarecer o que tem ocorrido na Corporação e no Governo do Estado e o que levou companheiros e seus familiares a desafiarem os desmandos do Comandante Geral Cel Pedro Marco e do Governador Sérgio Cabral.

Como sabemos, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro é uma corporação voltada para a preservação de vidas e proteção de Bens da população do Estado do Rio de Janeiro.

Ao longo da sua existência, o CBMERJ sempre se pautou pela hierarquia e disciplina e também pela credibilidade de seus serviços, estando ao lado da população Fluminense em todas as suas aflições e enfrentando com bravura as calamidades naturais que atingem o Estado. São inúmeras as vidas salvas e os bens preservados pelos profissionais do Corpo de Bombeiros, que a população chama carinhosamente de Heróis. Ao nos formarmos, juramos defender a população com o Sacrifício da nossa própria vida e assim temos feito ao longo desses 155 anos de existência.

A Corporação recolhe cadáveres, combate os mosquitos da dengue, atua nas UPAS, guarnece o sambódromo no carnaval e atua no Rock in Rio (sem remuneração extra, embora o evento seja cobrado ao público), além de exercer as suas funções de salvamentos e combate à incêndio, recebendo um dos PIORES SALÁRIOS pagos pela categoria no Brasil (tabela ao Final).

O reequipamento da Corporação não é mérito do Governador, mas sim da população do Estado do Rio de Janeiro que paga a taxa de incêndio e que, ainda assim, não sabe que os recursos não são totalmente destinados à Corporação.

A Ira do Sr. Sérgio Cabral, com os Bombeiros, vem de 2009, quando foi vaiado pela Corporação durante o lançamento da Campanha “Cultura Antidengue” no ginásio do Maracanãzinho e desde então tem discriminado os Bombeiros militares, sejam nas gratificações (usando seu poder de discricionariedade) seja nas condições de trabalho (vocês viram alguma homenagem aos heróis que morreram na calamidade da Região Serrana?)

Agora, a população do Estado do Rio de Janeiro, assiste a sua Corporação de heróis ser aviltada e achincalhada pelas atitudes ditatoriais do Governador Sérgio Cabral que culminou com os manifestantes adentrando o Quartel Central da Corporação, no ultimo dia 03, para serem ouvidos pelo seu Comandante Geral, que omisso, serviu de “pau mandado” do governador Sérgio Cabral e ignorou os clamores de sua Tropa, nem comparecendo ao local.

O Governador Sérgio Cabral, adotando os melhores recursos da DITADURA, mandou o BOPE invadir com tiros e bombas o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, ferindo militares honestos, mulheres e crianças indefesas. Atitude inadmissível em um Estado democrático de Direito!

Porque o Comandante Geral do CBMERJ, Cel Pedro Marco, não tomou as medidas necessárias para a retirada de seus militares do pátio do Quartel Central? Estavam todos desarmados e com seus familiares. Não era necessário o uso da força e sim do diálogo. Os Bombeiros são pacíficos por natureza.

O Governador nunca gostou da Corporação. Nomeou para Secretário o Ex médico do CBMERJ Sérgio Côrtes, um homem que deixou a Corporação por não concordar com os baixos salários e a carga de trabalho excessiva e agora nada faz para ajudar a Corporação, apenas integra os desmandos administrativos e superfaturados do Governo do Estado na área da saúde.

Assistimos perplexos ao Comandante Geral da PMERJ usurpar o Comando do CBMERJ e se dirigir, dentro do quartel dos Bombeiros, à tropa de profissionais honestos como se bandidos fossem.

Nossos militares foram presos e conduzidos aos quartéis da PMERJ como criminosos apenas por reivindicar dignidade profissional!

Se nossos companheiros erraram ao ADENTRAR a SUA SEGUNDA MORADA, o Governador foi CRIMINOSO e DITATORIAL ao ordenar a invasão do Quartel Central dos Bombeiros pelo BOPE com uso de FORÇA, TIROS E BOMBAS, como se ali fosse uma antro de criminosos e não de profissionais que arriscam a sua vida pela população, CAUSANDO FERIMENTO EM MULHERES E CRIANÇAS e obrigando a nossos companheiros ao confronto.

AJUDEM AQUELES QUE SEMPRE O SOCORRERAM!!!
NUNCA DEIXAMOS DE ATENDER E SOCORRER A POPULAÇÃO!
MOSTRE A SUA INDIGNAÇÃO POR ESSE ATO VIOLENTO E DITATORIAL DO GOVERNADOR SERGIO CABRAL!!!
MOSTRE O SEU APOIO AOS BOMBEIROS!

ENVIEM ESSA CARTA PARA TODOS OS SEUS AMIGOS.
ACOMPANHEM E APOIEM O NOSSO MOVIMENTO PELO SITE
http://www.sosguardavidas.com/

SALÁRIOS BRUTOS NO BRASIL:

01º - Brasília - R$ 4.129.73
02º - Sergipe – R$ 3.012.00
03º - Goiás – R$ 2.722.00
04º - Mato Grosso do Sul – R$ 2.176.00
05º – São Paulo – R$ 2.170.00
06º – Paraná – R$ 2.128,00 1
07º - Amapá – R$ 2.070.00
08º – Minas Gerais - R$ 2.041.00
09º - Maranhão– R$ 2.037.39
10º – Bahia – inicial - R$ 1.927.00
11º - Alagoas - R$ 1.818.56
12º - Rio Grande do Norte – R$ 1.815.00
13º - Espírito Santo – R$ 1.801.14
14º - Mato Grosso – R$ 1.779.00
15º - Santa Catarina – R$ 1.600.00
16º - Tocantins – R$ 1.572.00
17º - Amazonas – R$ 1.546.00
18º - Ceará – R$ 1.529,00
19º - Roraima – R$ 1.526.91
20º - Piauí – R$ 1.372.00
21º - Pernambuco – R$ 1.331.00
22º - Acre – R$ 1.299.81
23º - Paraíba – R$ 1.297.88
24º - Rondônia – R$ 1.251.00
25º - Pará – R$ 1.215,00
26º - Rio Grande do Sul – R$ 1.172.00
27º - Rio de Janeiro - R$ 1.031,38 (SEM VALE TRANSPORTE)

O RIO DE JANEIRO é o Estado que mais recebe investimentos no Brasil, é o 2º que mais arrecada impostos. Pretende Sediar o Rock in Rio, as Olimpíadas militares, a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.
Há algo de errado e Podre no Governo do Exmo Sr Governador Sérgio Cabral Filho!!!
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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sophie Calle – V

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No livro V, sob o título L’hôtel, a protagonista segue Maria ao arranjar “um emprego temporário de camareira num grande hotel no centro da cidade. Tinha o objetivo de recolher informações sobre os hóspedes, sem se intrometer ou expor.” (Leviatã, p. 70).

A experiência tem lugar por três semanas num hotel de Veneza, e é um dos livros mais exaustivamente documentados, com fotos dos quartos que ela ins-peciona e arruma, flagrados em dias diferentes, com clientes diferentes.

Na verdade, é uma das mais radicais experiências de obsessão e busca pelo: a) detalhe; b) cotidiano de qualquer um de nós; c) minúcias das vidas privadas; d) resposta reversa ao “cuide de você” do ex amado, ao cuidar de vigiar, explorar e invadir, impunemente, a intimidade dos hóspedes.






































Trata-se de um texto basicamente documental, ou seja, ela explora as cenas que vê a sua frente, mexe em tudo, futuca bolsas e malas, não se intimida e fotografa até mesmo objetos íntimos de hóspedes descuidadas (é mais que descuido, mas enfim), ouve as conversas que interessam, além de nos fazer cúmplices de sua curiosidade mórbida, quando imergimos nas fantasias a respeito dessas vidas, de que só nos é dado conhecer os pedaços.

Pedaços de vidas, pedaços de cenas, pedaços de histórias, com um surplus de curiosidade: terão sido criados esses cenários, ou eles efetivamente existiram do modo como ela os fotografa? O que é real e o que foi criado para ter existência apenas no livro é uma das várias interrogações que movem o interesse pelo projeto, e por esse livro em particular.
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Sophie Calle. L'hôtel. In Doubles-jeux. Paris: Actes Sud, 1ª ed., 1998.
Paul Auster. Leviatã (1992). Trad. Thelma Médice Nóbrega. São Paulo: Ed. Best Seller/Círculo do livro, s/d.
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

O celular ao lado

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A história desse celular aí ao lado é a seguinte: comprei quando estive em Paris, em novembro passado, com medo de ficar presa no micro elevador do prédio em que fiquei hospedada, como de fato ocorreu só que com minha amiga. O vendedor me disse que poderia ser usado no Brasil, mas tal não ocorreu.

Ele é muito bonitinho, da marca Alcatel, tipo pré pago e eu comprei por 49 euros numa agência de correios (tenho a nota fiscal). De modo que o aparelho está aqui à toa, sem uso, porque tão cedo não devo viajar a Paris só devo ir a Paris no ano que vem ::)). Não sei se ele funciona em outro país da Europa, mas em Paris com certeza. Eu vendo, alugo, empresto e até dou, dependendo de para quem ::)).

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