domingo, 17 de fevereiro de 2008

filme de época

O problema ao ver um ótimo filme de época, como Elizabeth, a era de ouro, é que a gente quer saber se aquilo aconteceu mesmo, fica curioso sobre os fatos reais, e há sempre uma espécie de duplo olhar sobre o filme - o que vemos e a dúvida sobre se aquilo ocorreu ou não. Claro que não tem a menor importância ter ocorrido ou não, trata-se mais de um mood, um modo de estar no filme, ou pelo menos de eu estar em filmes desse tipo. Por exemplo, quis saber se ela teve mesmo um caso com aquele sujeito, se a preferida dela teve mesmo o filho, como se deu a vitória sobre os espanhóis se os ingleses tinham um exército tão inferior, essas coisas (claro que não chega ao ponto de eu ir procurar ou no google ou num livro de história, também não é pra tanto, só curiosidade). Enfim, nada disso é relevante face à grandeza do filme. É bonito como uma paisagem sobre a imensidão é bonita. E a Blanchet está mesmo fazendo um trabalho excelente. Mas continuo achando filmes de época aquém das minhas expectativas, ou dos meus interesses.

Falando em paisagens, na próxima sexta entra o filme Into the wild, dirigido pelo Sean Pean. Essa paisagem me emociona mais, vi o trailer umas duas vezes e aquela imensidão de horizontes (físicos e espirituais) que o rapaz se oferece deixa a gente meio zonza. A conferir.

E já que o Selton aparece no post aí embaixo, ele está maravilhoso, como sempre, em Meu nome não é Johnny, carrega praticamente o filme todo nas costas e no talento. Eu tenho uma enorme admiração por ele, acho que ele é o grande cara do cinema brasileiro, em todos os sentidos.

Nenhum comentário: