terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Millenium forever

Revendo hoje Millenium - Os homens que não amavam as mulheres acabei gostando ainda mais, porque da primeira vez não havia entendido direito a relação entre o patriarca, vivido por Christopher Plummer, e a menina desaparecida, Harriet.

Desta vez, achei a Rooney Mara, a hacker que ajuda o personagem do Daniel Craig, maravilhosa. Aliás, ambos têm uma química muito boa no filme, são duas estranhezas que funcionam muito bem durante todo o tempo. Ela é demais - saí da sala com nostalgia de ser uma marginal completa, de ser hacker, de dominar totalmente os segredos da computação, ser uma vingadora implacável contra estupradores e serial killers. Enfim, ela me lembrou a Nikita francesa, aquela do primeiro filme, que depois foi vilipendiado pelos imitação barata norte-americana. Desta vez, porém, parece essa indústria fez melhor do que a primeira versão do filme, sueca, mas não vi essa versão, nem li nenhum dos livros da trilogia.

De todo modo, filme ótimo, em que as duas horas e meia quase não são sentidas. Gostei de tudo: dos atores - todos estão bem, todos, desde a Robin Wright (sem Penn, hélas), passando pelo Plummer, sempre excelente, até os dois protagonistas, que investigam o desaparecimento da menina. Daniel Craig me impressionou, mesmo com alguns biquinhos ele convence e demonstra segurança até o final. Gosto de um certo ar de desdém que ele sugere e que combina com o personagem e com sua parceira; gosto do jeito meio duro com que ela, Lisbeth Salander - minha nova "ídala" - pisa, do jeito duro com que fala (com seu estuprador, por exemplo), ao mesmo tempo em que os olhos são meiguíssimos, suaves, doces. Gosto do jeito punk dela (embora não curta punks, nem a cultura punk, na vida real), das tatuagens, da calça lá embaixo, da camiseta impossível de tão rasgada com a qual ela conhece seu futuro companheiro de investigação - gosto desse ser todo torto que ela construiu: é perfeito, e a atriz é perfeita em sua caracterização. Até ficar loira e bonita no final lhe cai bem.

Enfim, acho que vou ver de novo, ao menos pra ficar no ar condicionado enquanto a canícula de 40 graus não passa. E também pra ter certeza de que é a letra M que ela usa pra assinar, no final, o pacote com o presente que daria àquele impossível amor. Por que M?
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2 comentários:

Egídio La Pasta Jr disse...

Clara, ela usa M no espaço para o destinatário porque ele se chama Mikael. Em relação ao filme,como eu assisti ao sueco, tudo para mim é muito fresco na memória, incluindo a atriz original, que causou em mim boa parte do que você descreveu da Rooney Mara, que particularmente acho frágil demais. E tudo lembra o original, dos cenários gélidos e também a arte. Fiquei me pergutando a razão de um remake de um filme tão fresco. Eles alteram poucos detalhes, incluindo o final. Esperemos os próximos dois filmes!

vera maria disse...

Ah, bom, então era o nome dele, e não o dela no envelope, merci, egídio, uma dúvida crucial foi resolvida :). Há outras sem importância, se vir de novo serão resolvidas, tipo: Harriet era sobrinha ou sobrinha neta do patriarca? Ainda não estou certa.

Acho que nem vou tentar achar na rede o filme sueco, tenho a impressão de que vou comparar, acaba sendo inevitável, e estou gostando de gostar desse ::)

jo, afeto,
clara

ps. acabei não vendo a peça sobre a Julia, mas merci demais.