terça-feira, 17 de julho de 2007
Teria Hilda sobrevivido...
Para a última pergunta que lanço no blog sobre Lya Luft, se Hilda teria podido viver de literatura se tivesse tido a mesma sorte de Lya de ter uma ótima agente literária, que soube fazer do livro dela o produto certo, na hora certa, nos lugares certos, me parece ser não. Os motivos envolvem uma discussão muitíssimo complicada sobre a questão bizantina do que é ou não é alta literatura; do que significa fazer essa literatura em país devastado culturalmente como o Brasil; dos papéis que os meios de comunicação se outorgam na criação dos mitos da cultura de massa; do que seja cultura de massa; do que constitui o gosto do público leitor brasileiro, mediano, universitário, e/ou erudito, o que quer que essas categorias compreendam; a própria existência dessas distinções sem a mediação dos mesmos midia; para quem fala o sujeito que escreve tal ou qual literatura; além, é claro, da questão que me lembra Heidrun sobre a existência da literatura como "gênero discursivo" - há isso ainda? Vamos por partes, em mini capítulos.
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