
No meu caso, muito do que vivi está ali, tanto do que sou também.
(Sem querer achar que sou entendida no assunto (não sou), mas qualquer leigo percebe que a fotografia do filme é um escândalo de bonita, só por essa foto de divulgação que eu coloquei já se percebe. Mas há muito mais, quase metade do filme é feito com fotogramas (será esse o nome?) absurdamente bonitos. Demais).
Ainda ao final do email esse amigo dizia, entre parênteses, quase en passant, que na saída havia comprado o livrinho do David Lynch e sentara no café a ler. Entendi, porque mesmo quando quase não diz, ele sempre fala comigo. Comprei o Lynch, claro, e aproveitando que o Minúsculos assassinatos, da Fal Azevedo, estava tão disponível com aquelas duas partes de romãs absurdamente belas, levei também.
No comecinho da noite, outra cena rara: o marido de uma prima de minha mãe, Alexandre Plosk, estava lançando O homem invisível, seu segundo livro, lá no outro estado brasileiro chamado Leblon. Fomos então cumprimentá-lo, naquela hora em que todos os carros são lentos, mas tivemos sorte, rezamos as rezas e tudo deu certo.
Conclusão: já li o livro do Lynch, Em águas profundas - é rápido, bom, leve, instrutivo, no melhor sentido, porque o cara não é nenhum tolo, ao contrário. Eu quero aprender e fazer essa meditação transcendental de que ele fala. Muito.
O livro do Alexandre folheado já me diz que vou lê-lo. O da Fal, começado, me diz que é imperdível. E o Homem comum, oba, já estou no fim.
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Em águas profundas. Criatividade e meditação. David Lynch. Tradução Márcia Frazão. Rio de Janeiro: Gryphus, 2008.
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