sábado, 12 de abril de 2008

stand by

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O mundo pára de repente e a respiração fica difícil quando se espera o resultado de um exame que vai dizer se você pode ou não continuar no fluxo da vida. Por isso, até dia 16 continuo em stand by.


A partir desta data, aguardo um parecer de alguém muito valoroso que vou encontrar em Fortaleza na próxima semana. E respiro de novo.

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a força dela

Muito bonita a entrevista no Globo Repórter de 11/04 com a Cristiane Guerra, do parafrancisco, sobre perdas e forças :


http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM814652-7823-COMO+SUPERAR+A+DOR+DE+UMA+PERDA+INESPERADA,00.html

quinta-feira, 3 de abril de 2008

boa comida

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Durante esse período "em retiro", tive de comer muito mal ali por perto do hospital mesmo, e eu acho muito triste quando isso acontece comigo. Assim, foi um prazer grande quando, aproveitando a presença da empregada em casa, dei uma passada no centro da cidade para resolver coisas no edifício central, na rio branco, e almocei no restaurante 'art station', que fica no subsolo. Que comida legal, muito boa mesmo, num lugar simples e decente. Sei que há vários lugares bacanas no centro, mas não sou assídua daquelas bandas, portanto, quando achei esse fiquei feliz.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Fim da saga?

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Parece que terminou minha saga no hospital Rio Laranjeiras: o resultado do exame deu positivo para dengue, mas.... essa é a boa notícia, ela está assintomática, sem febre, sem manchas, as plaquetas subiram de 176 m3 para 182 m3 (o mínimo é 150 m3) e já pode ir para a escola, retomar atividades com moderação.

A má notícia: o médico disse que os repelentes têm duração curta na pele, em torno de meia hora, fiquei chocada. Então vou ter de sair com repelente na bolsa e colocar de meia em meia hora? Mas eles não são também tóxicos? E agora?

Fim da sessão "utilidade pública" do blog. Mas não da dengue: o hospital está lotadíssimo, ficamos lá de 11h até as 16h para fazer esse exame de sangue.
E chegando mais gente.
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terça-feira, 1 de abril de 2008

Ouvidoria que ouve

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Já que esse blog está numa fase "utilidade pública", sobretudo pela contribuição da Ana R ( http://amdcr.blogspot.com/ ), que acabo de conhecer e vem subscrevendo ótimos comentários por aqui a propósito da dengue, quero informar que a Ouvidoria da Caixa Econômica funciona mesmo, o que, no contexto da inoperância geral dos serviços nessa taba, é coisa à beça.

Isso porque eu pedi há um ano mais ou menos o extrato de uma conta de poupança para entrar na justiça e reaver as perdas daqueles planos todos em que nos ferramos (collor, bresser etc, etc.) e o processo foi arquivado porque a Caixa não me entregava o bendito extrato. Minha irmã sugeriu que eu enviasse email para a Ouvidoria explicando toda a situação, o que fiz, e não é que uma semana depois me ligam da agência dizendo para ir buscar o documento? Pois é, pena que tive de me aborrecer tanto antes. Agora já sei, direto para a Ouvidoria.

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domingo, 30 de março de 2008

fora de controle

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Voltei ao hospital hoje para fazer o exame de sangue na mocinha e a situação lá estava um pouco mais complicada: mais gente com dores, mais gente tomando soro, mais gente com cara de quem está sofrendo, mais gente internada.

O exame deu negativo para dengue, mas a médica que a atendeu disse que não há dúvida de que seja dengue, ela deve voltar na próxima quarta para fazer novo exame.

Minha impressão é de que essa coisa está totalmente fora de controle, o bando de incompetentes e irresponsáveis, nas três esferas de poder, não vai conseguir dar conta dessa epidemia, então acho que cada um deve se proteger o máximo possível, não sair de casa sem repelente sob hipótese nenhuma e, de preferência, de calças compridas e blusas de mangas idem.

Eu, confesso, estou com medo e acho que todo mundo está.
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sexta-feira, 28 de março de 2008

a dengue bate à porta

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Parece que a mocinha daqui está com dengue: muita febre, algumas micro pintinhas no corpo todo, mas nenhum outro sintoma. Começou ontem, quinta feira, e como sou uma pessoa ansiosa, levei ontem mesmo ao hospital ali na rua das Laranjeiras, lá pelas onze da noite. Pouca gente, uma senhora estava entrando pra se internar com dengue hemorrágica, havia um homem no soro, no mais tudo calmo. Um rapaz bem jovem nos atendeu e falou o que já sabemos: pode ser dengue ou uma outra virose, mas não há tempo ainda de o exame de sangue acusar se é efetivamente dengue, só depois de três dias do início dos sintomas, ou seja, só lá para sábado saberemos. Prescreveu paracetamol de 750 mg de 8 em 8 horas para a febre, repouso (mas ela foi à escola e fez 3 provas hoje à tarde e reclama de ficar em casa). Está lá quarto agora mexendo no orkut, aí fica mais calma. Ah, e eu fico colocando toalha fria na testa para baixar a febre.

Esse é um post narrativo de uma situação que eu e milhares de pessoas (para ser mais preciso, agora já são, até 28/03/08, 43.523 infectados e subindo rapidamente) estamos vivendo no momento nessa cidade do Rio, alguns em estados muito mais graves. Eu não quero falar nada do Cesar Maia, nem do Sérgio Cabral, nem do Tinhorão, nem de nenhum desses sujeitos que permitiram uma doença como essa nos sitiar. Porque senão fico apoplexa, com muita raiva e com ganas de estapear todos eles.


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quarta-feira, 26 de março de 2008

coisas sim, coisas não

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Coisas de que gosto:


1. fazer alongamento (é o exercício mais factível que conheço, principalmente com a nova professora);
2. ir ao cinema, ver um bom filme, depois tomar cafezinho e olhar o 'menino almodóvar';
3. descobrir que o livro que estou lendo é ótimo, ficar naquela de não conseguir parar de ler;
4. boa poesia, sempre;
5. ver algumas séries, tipo Heroes, Californication, Las Vegas, Brothers and sisters, Grey's anatomy, Lost e The L Word;
6. navegar na rede e descobrir bons sites e blogues;
7. comer uma comida legal, não necessariamente em restaurantes, mas também;
8. o croissant de chocolate e lascas de amêndoas do Cafeína (aliás, quase tudo de lá);
9. conversar com meu melhor amigo, que eu vejo tão pouco;
10. conhecimento verdadeiro sem arrogância;
11. ficar em casa.


Coisas de que não gosto:

1. de ter medo (mas tenho, e antes não tinha);
2. de multidão, lugar cheio e muita gente em volta;
3. de sair de casa todos os dias, ou ficar muito tempo na rua;
4. de gente tola, mesquinha ou pouco generosa;
5. de me arrepender de coisas que não têm mais jeito (e quase não me arrependo);
6. de andar em elevador antigo, com porta pantográfica;
7. de carnaval (não suporto);
8. de futebol (acho chatíssimo);
9. de filme leeeeento;
10. de fazer qualquer exame que precise de boas veias;
11. de big ou brother.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Chega de saudade

O filme é uma delícia, mas minhas impressões estão muito vinculadas às lembranças de uma época em que era freqüentadora da Estudantina, como quase todo mundo da minha geração. Isso foi há muito tempo, mas reconheço os tipos todos que a Laís Bodanzky traz para a tela. Gostei de tudo, mas sobretudo de ver os rostos em close bem grande e bem próximo das mulheres (e homens) com rosto vincado de rugas, que maravilha! algumas das quais a Globo emplastra de maquiagem para esconder a idade, a velhice, as rugas, a vida, enfim. Aqui está tudo às claras, visível, e como é bonito observar as expressões da Cássia Kiss (que está ótima), da Betty Faria, do Stepan e até mesmo da Tônia Carrero (digo até mesmo porque a maioria das rugas da Tônia foram retiradas, como sabemos, por várias plásticas) em escala real dos movimentos da face (no caso da Betty, o real possível).
O filme não é nostálgico, ele é engraçado, vibrante, delicado, sensível, triste, verdadeiro, brega, enfim, tudo que constitui o universo daquelas pessoas, quase de carne e osso de tanto que nos são próximas. Li em algum lugar que o filme se detém demais na Elza Soares e eu achei simplesmente maravilhosas as apresentações todas da Elza, essa sim, e também, com todas as plásticas a que tem direito, cantando bom demais (porque Elza não canta apenas 'bem', é bom o que ela faz com a garganta, e no filme ela está ótima).
As músicas, claro, são um fator determinante para o clima do filme, sua alegria e brasilidade (acho que há esse aspecto de ser um filme 'brasileiro', talvez esse espírito tenha a ver com a miscelânea de ritmos, não sei bem). Há mesmo um momento, em que toca um frevo e a personagem lembra de uma fase de sua vida, em que me bateu um sentimento intenso de empatia, porque a minha mãe (que tem 82 anos) ainda hoje se lembra dos dias felizes quando dançou ao som daquela mesma música: "ah, minha filha, isso sim é música, dancei muito nas festas da minha juventude". Engraçado que o frevo também me emociona particularmente, talvez porque já tenha passado bons carnavais em Recife.
Por fim, gostei de ver nossos atores do jeito que eles são, achei da maior dignidade a maneira como eles se entregam a um projeto aparentemente tão singelo, tão diverso daquele mundo de fantasmagorias em que vivem na Globo (e onde ganham para pagar as contas, claro). Até mesmo a sem-gracíssima da Maria Flor dá conta do que faz, e o Paulo Vilhena convence, por mais incrível que pareça.
Enfim, um filme brasileiro, simples, bom e forte. Que bom.

quinta-feira, 20 de março de 2008

semana de exames

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Semana que vem vou fazer ressonância, vão me injetar um líquido para contraste, vão me colocar dentro de uma máquina do tempo onde ficarei imóvel por meia hora, sem quase piscar, tentando lembrar dessas frases do mantra, tentando buscar na memória momentos alegres, felizes, peaceful, enfim, todas essas coisas que minha professora de alongamento sugere ao final da aula de 6ª feira e que eu sou total e inteiramente incapaz de acompanhar ("pense agora que você está no lugar ideal, junto com a pessoa ideal, um espaço cheio de luz, de serenidade etc, etc, etc... afe!)