sexta-feira, 17 de outubro de 2008

branca e amarela


Margaridas com solidéu...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

wait



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Hoje vou fazer um exame difícil. Ficar quietinha e calma, não panicar: ooommm...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Algumas descobertas e um filme



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Outro dia estava meio dormindo quando dei com o filme Asas do desejo, do Win Wenders, em um desses telecines. O sono não me deixava ficar totalmente atenta, mas lembro que ia achando o que via um deslumbre só e me perguntava quando, em que momento de minha vida, eu havia visto aquela maravilha. Decidi que ia comprar o DVD e procurei pelas redondezas por algum tempo, em vão, até que ontem, caminhando pelo centro, dei com uma loja chamada Arlequim, pura perdição colocar os pezinhos lá dentro. Não só encontrei o Asas, como também O amigo americano e O céu de Lisboa, além de Jules e Jim, do Truffaut, e teria feito um estrago maior se não tivesse parado imediatamente de olhar tudo de interessante que havia ali.

Depois vi que a loja fica num lugar especial, no prédio do Paço Imperial, e a loja existe há 10 (dez!) anos, e eu nunca, nunca tinha ido lá. Caramba, fico besta de ver minha ignorância com relação aos lugares bacanas dessa cidade, e moro aqui há mais de meio século! Fico pensando que enquanto eu dei aulas eu só lia, lia, lia e trabalhava, trabalhava, e não sei se sou apenas eu ou se a vida acadêmica torna as pessoas muito alienadas do entorno. Acho que sou eu mesma, não vejo nenhum de meus amigos nessa situação precária quanto ao Rio. Antonio, você tem razão, preciso andar por aí e me atualizar ...:)


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Bom, quanto aos filmes, ontem vi O céu de Lisboa (1994), lembrei vagamente de que já o conhecia, e achei no geral bom, mas não ótimo. O que é ótimo, sem par, é a música do Madredeus, o conjunto que dá o tom dos sons de Lisboa, e que emociona quando Teresa Salgueiro canta qualquer coisa. De resto, uma Lisboa que não é cartão postal, alguns bons momentos, que procuram o que está no coração da cidade, em imagens inquietas mas nem sempre bem sucedidas.
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sábado, 11 de outubro de 2008

sobre o festival de cinema do rio



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Uma observação sobre o Festival do Rio: não sabia que era esse acontecimento na cidade. Fiquei espantada (e um pouco aflita também) de ver tanta gente, mas tanta, nas sessões da tarde do Espaço de cinema, inclusive crianças e adolescentes, aos montes, com mochilas e lanches à mostra sugerindo que eles estavam dispostos e ficar o dia todo na maratona. Também a terceira idade estava eufórica, conversei com um casal de "idosos" bem jovens e ambos já tinham visto quase tudo, ainda iam para o Cine Gávea e esperavam ver o que não puderam na repescagem. Isso é que é juventude e pique! Se ainda estiver por aqui, prometo no ano que vem me empenhar para ver mais coisas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Três filmes: Burn after reading; Paris; Desafinados


Por um desses acasos da vida, acabei assistindo a dois filmes seguidos no último dia do Festival de cinema do Rio: Burn after reading e Paris, dois filmes excelentes e exemplares em suas diferenças.

O primeiro é um típico filme dos irmãos Coen, no sentido de que é uma comédia de erros cheia de graça, humor, ironia, e uma contundente, porque engraçada, crítica aos confusos procedimentos do serviço secreto americano. Essa é certamente uma das grandes qualidades do bom filme americano: poder rir com classe e competência de suas instituições, de seus personagens e dos micos de suas grandes personalidades. O filme é impagável, a gente ri do começo ao fim, e os atores estão afiadíssimos, em especial o Brad Pitt, que desde Babel eu venho considerando um ótimo ator, e não apenas o marido da Angelina ou uma mera celebridade. Ele está ótimo, assim como a Frances McDormand, que faz sua parceira na academia de ginástica. Os outros três que dão show: George Clooney, John Malkovich e Tilda Swinton. O filme é para rir com vontade, e para sair feliz da sala por ter visto uma ótima comédia.

Paris tem uma história mais elaborada, e sua sinopse no site do Festival diz o seguinte:[ http://www.festivaldorio.com.br/site2008/filmes/ ]

O parisiense Pierre está doente e se pergunta se irá morrer em breve. O fato de contemplar a morte lhe faz dar mais valor à vida, seja a sua, a dos outros ou a da própria cidade. E seu estado faz com que olhe de forma diferente para as pessoas com quem cruza. Um dançarino, um arquiteto, uma agente social, um sem-teto, um imigrante africano, vendedores de frutas e legumes... todos parecem pessoas comuns, mas todos são, cada um à sua maneira, seres singulares. E, para cada um, seus próprios problemas são o que há de mais importante no mundo.

É isso, mas é sobretudo o trabalho da Juliette Binoche, cuja beleza deslumbrante cede aqui a um descuido que a aproxima da vida comum, dos seres banais que somos todos em nosso cotidiano. Ela empresta vida a essa irmã do rapaz que tem um grave problema no coração, e cuja esperança em um transplante só lhe dá poucas chances de sobrevivência. O filme caminha por esse viés do fio de vida desse homem em contraste com a exuberância de uma Paris belíssima, múltipla, heterogênea, com vários personagens sugerindo caminhos para os encontros e os desencontros que compõem isso de que ninguém quer abrir mão: estar vivo. Acho que é um dos filmes que falam sobre a iminência da morte - dessa nossa morte inarredável, de que não queremos tomar conhecimento ou olhar mais detidamente -, da forma mais viva, pulsante e sem sombra de melodrama que já vi. Tudo é convincente, tudo nos pertence, e saímos comovidos e dispostos a olhar não apenas Paris de baixo para cima, como faz o personagem, mas as infindáveis possibilidades que v.i.v.e.r propicia a qualquer um que olhe a sua volta - e um pouco mais além. Não vi nenhum outro filme desse diretor, Cédric Klapisch, mas já ouvi falar em Albergue espanhol e Bonecas russas, dele também.


Por fim, Desafinados é um ótimo filme brasileiro. Estou para dizer que amei tê-lo visto há algum tempo: ele é singelo, tocante, bem feito, convincente, tem atores ótimos fazendo excelentes trabalhos, sobretudo o Rodrigo Santoro, que dá show e arrasa no inglês, pois consegue falar mal quando tem que e falar otimamente no final, quando se passa por americano de nascimento. Eu sei que muitos devem ter achado o Selton Mello meio excessivo, ou talvez meio parecido com ele mesmo, mas não tem jeito, eu amo o Selton sendo ele mesmo também, só tenho de reconhecer que o Santoro está fazendo uma composição mais afiada, assim como Claudia Abreu, o Angelo Paes Leme e até o Jair Oliveira convence. Menos convence a Alessandra Negrini, que ainda não descobri a que veio, mas acho que dirá em algum trabalho futuro, torço por ela. De todo modo, em dois momentos fiquei emocionada e nossa história política vergonhosa invade a tela de forma bruta: quando o personagem do Santoro é abduzido pelos tiranos da ditadura argentina e quando os amigos fazem um show para denunciar o fato. As cenas são fortes, rápidas, mas num segundo tudo veio a minha memória como se não houvessem passado décadas. Muito bom.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

em meio aos afazeres



Alimentei esses patos, fotografei formigas trabalhando muito (mas as fotos não ficaram boas) e também essas flores, depois comi frango de padaria e estava otimíssimo.
Bom, alguém aqui reclamou direitos autorais e tenho de confessar que as rosas brancas foram clicadas por Lu.


















































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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Abricó de macaco




No Museu da República.

Não lembro o nome da flor, nem da árvore.

Não sabia, mas o Antonio disse: abricó de macaco, nome ótimo para não esquecer. E o google nos diz o nome científico: couroupita guianensis. E temos dito...:)

sábado, 4 de outubro de 2008

O corpo humano



Esse blog anda num silêncio abissal, não sei por quê... mas vamos lá.

Vi a exposição dos cadáveres siliconados, ou melhor, O corpo humano - real e fascinante, no Museu Histórico Nacional. Minhas impressões:

1. Muito interessante pelos motivos óbvios - corpos reais dissecados e expostos seus órgãos internos, mas senti menos impacto do que esperava porque os corpos são menores do que eu supunha;

2. Podem-se ver com clareza os órgãos maiores, mas os menores ficam um pouco encolhidos e meio perdidos pela técnica de polimerização. Há também uma sutil admoestação contra os males do cigarro, com pulmões nicotinados e corações ferrados por causa do alcatrão et caterva. Há também, claro, sobretudo a mulher dizendo pro marido "está vendo o seu pulmão, deve estar assim", e ele respondendo com a piada de sempre "pena que não posso fumar aqui" etc... Mas acho que os fumantes vão pensar no que viram, sim;

3. Quase todos os 16 corpos são de homens, apenas um inteiro de mulher foi visto, o que significa que o corpo da mulher não se presta muito bem à dissecação científica, suponho. O que tem do órgão reprodutor feminino aparece em lâminas, um útero pequenino, as trompas menores ainda, enfim, e a vagina fica embaixo desses órgãos, não dá para ver. Será que o corpo da mulher é mais... o quê? pornográfico? erótico? invisível? Sei lá, mas achei esquisita essa discriminação. Falei, pronto;

4. Em compensação, os corpos masculinos aparecem em todo o seu esplendor de nudez interna e externa: há veias, há quase todos os órgãos, há ossos, há peles cortadas para que vejamos o que há por baixo de quase tudo, há o que faz bem e o que faz mal. E também pudemos comprovar cientificamente que alguns homens de mãos enormes têm pênis grandes também, estão lá;

5. Concedeu-se à mulher uma sala especial. Não a ela, ou a seu corpo inteiro, mas 'ao fruto de seu ventre': há uma pequena saleta com um aviso de que o que se vai ver pode ser impactante etc, etc... trata-se de uma série de fetos, de 2 até 14 semanas, não lembro a última data. São lindinhos, eu achei, não impacta nada (no mau sentido), ao contrário, emociona;

6. Surgiu uma polêmica entre os adolescentes que estavam conosco (eram quatro) se os olhos dos corpos eram reais ou não. Uns diziam que sim, outros que não, a moça que recolhe assinaturas ao final da exposição dizia que sim. Eu acho que não, são todos de vidro, mas não tenho certeza. E não importa muito;

7. A exposição vale a pena. Vi alguns médicos explicando coisas que fazem muito sentido para eles, acho que os estudantes de medicina ganharam um presentão, e nós também, claro;

8. Eu gostei de ter visto, é um trabalho da maior relevância. Tomara que as crianças das escolas públicas tenham abatimento no preço e acesso a tudo isso.


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Newman


Foi um grande ator, viveu uma boa vida e nos deu muito em tantos anos de vida.








Stein



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Não sei onde estava que não tinha lido ainda A autobiografia de Alice B. Toklas. A tradução é ruim, a edição pocket da L&PM também é péssima, mas mesmo assim trata-se de um livro imprescindível. Estou ainda na página 60 e já conheci quase intimamente Picasso, Matisse, Cézanne, Gauguin, Apollinaire, além de ficar besta com a audácia desta mulher, Gertrude Stein, que escreve fazendo-se passar pela própria amante, falando de si mesma em terceira pessoa, descrevendo e narrando tudo de importante que rolava no começo do século vinte, na Paris de Montparnasse et caterva.

Ainda não sei o que há de excessivamente vaidoso no gesto dela, ou se se trata de uma afirmação necessária à mulher que se queria independente de sua época, mas saberei ao final da leitura. Também é muito interessante pensar na efervescência desse e do outro grupo, o de Bloomsbury, de Virginia Woolf, como são diferentes mas como são ambos tão ricos, com mulheres fortes e interessantíssimas, pensando e atuando no mesmo nível dos melhores intelectuais da época. Bons tempos, aqueles, pelo menos para o pensamento.



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